Baixo financiamento prejudica comércio de leite no Brasil

Em: 28 de novembro de 2008
Se a área econômica do governo não liberar os R$ 100 milhões necessários para a implantação imediata dos Contratos PROP (Privados de Opção de Venda), com preço de referência de R$ 0,60/litro, estará comprometendo a expansão da produção de leite no país
Se a área econômica do governo não liberar os R$ 100 milhões necessários para a implantação imediata dos Contratos PROP (Privados de Opção de Venda), com preço de referência de R$ 0,60/litro, estará comprometendo a expansão da produção de leite no país

Se a área econômica do governo não liberar os R$ 100 milhões necessários para a implantação imediata dos Contratos PROP (Privados de Opção de Venda), com preço de referência de R$ 0,60/litro, estará comprometendo a expansão da produção de leite no país em 2009.
Segundo o presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), Rodrigo Alvim, os produtores de leite aguardam desde setembro uma resposta do governo às reivindicações do setor para apoiar a comercialização do produto e amenizar o impacto da crise na atividade leiteira, que tem convivido com baixos preços pagos pelo volume produzido e elevação do custo de produção. Os recursos solicitados financiariam a transferência de um bilhão de litros de leite das principais bacias produtoras aos Estados consumidores, reduzindo o excedente de produção, de 1,4 bilhão de litros.
“O Ministério da Agricultura acenou favoravelmente ao pleito, mas a decisão final depende do Ministério da Fazenda”, disse Rodrigo Alvim, que também preside a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Leite e Derivados do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Diante da falta de instrumentos de apoio à comercialização, os pecuaristas de Goiás tiveram, em um ano, queda de 20% na rentabilidade e enfrentam um aumento de 18% no COE (Custo Operacional Efetivo). Em Minas Gerais, principal produtor do país, a renda caiu 15% em 11 meses, enquanto o custo efetivo subiu 11%.
Outra solicitação do setor, aprovada na última quarta-feira, 26, pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), foi a criação de uma LEC (Linha Especial de Crédito), com limite de R$ 15 milhões por empresa, para financiar a estocagem. Na avaliação de Alvim, esta decisão representa um avanço, mas ainda falta definir um preço de referência, que deverá ficar em torno de R$ 0,60/litro, para estar adequado ao mercado. O prazo para contratação desta linha é até 30 de junho de 2009.
Também está em discussão a criação de um PEP (Prêmio para Escoamento de Produto) para o leite na região Sul. Este instrumento é uma subvenção concedida para quem adquire um produto indicado pelo Governo Federal diretamente de produtores ou cooperativas e escoa para uma região previamente definida. Outro tema debatido na reunião de quarta-feira da Comissão da Pecuária de Leite da CNA foi a concentração das exportações brasileira de lácteos para a Venezuela, destino de 58% das vendas externas do país em 2008.
“Precisamos diversificar os mercados”, alertou Rodrigo Alvim. O Brasil embarcou para o exterior US$ 456.3 milhões em produtos lácteos, de janeiro a outubro deste ano, valor que supera o total registrado em 2007, de US$ 299.6 milhões.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar