Opep fará grande corte de produção, diz Chakib Khelil

Em: 12 de dezembro de 2008
A agência afirma que a alta de 2009 se baseia nas últimas previsões de recuperação econômica divulgadas pelo FMI (Fundo Monetário Internacional)
A agência afirma que a alta de 2009 se baseia nas últimas previsões de recuperação econômica divulgadas pelo FMI (Fundo Monetário Internacional)

O ministro de Energia da Argélia e atual presidente da Opep (Organização de Países Exportadores de Petróleo), Chakib Khelil, afirmou na quinta-feira que o cartel deverá fazer um grande corte em sua produção na reunião prevista para o próximo dia 17 de dezembro.
“A reunião deve decidir um corte mais severo da produção para estabelecer o equilíbrio entre a oferta e a demanda”, afirmou Khelil. Ele explicou que existe um consenso entre os membros da organização para decidir por um corte do teto de produção da Opep.
Além disso, o ministro assinalou que seu país espera arrecadar US$ 76 bilhões em vendas de hidrocarbonetos no fechamento de 2008.
Na quinta-feira a IEA (Agência Internacional da Energia, na sigla em inglês) revisou, novamente para baixo, suas previsões sobre a demanda mundial de petróleo, e previu para 2008 a primeira queda em 25 anos, devido à atual crise econômica e financeira. Para 2009, no entanto, a expectativa é de uma mudança de tendência e um novo crescimento da demanda para 86,3 milhões de barris diários, um número também revisto para baixo (260 mil barris a menos) em relação ao mês anterior.
A agência afirma que a alta de 2009 se baseia nas últimas previsões de recuperação econômica divulgadas pelo FMI (Fundo Monetário Internacional).
Em seu relatório anterior, de novembro, a IEA previa uma demanda de 86,2 milhões de barris para 2008 (300 mil barris a menos do que o calculado em outubro) e de 86,5 milhões para 2009.
A agência lembra que a Opep retirou 760 mil barris do mercado no mês passado para fazer frente à queda da demanda provocada pela crise e para tentar fazer com que o preço do petróleo suba. Segundo a IEA, a Opep deveria produzir no próximo ano 30,7 milhões de barris diários no próximo ano (800 mil a menos que em 2008) para equilibrar o mercado.

Redação

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