A taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do Brasil teve pequeno avanço em novembro, ficando em 7,6%, acima dos 7,5% verificados no mês anterior, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em relação a outubro do ano passado (8,2%), o índice recuou 0,6 p.p. (ponto percentual).
É o melhor resultado para um mês de novembro desde o início da série, em 2001. O resultado marca, no entanto, a primeira alta do índice desde julho deste ano, quando a taxa estava em 8,1%. Já o rendimento médio real dos trabalhadores ocupados teve alta de 0,9% frente a outubro, ficando em R$ 1.273,60. Na comparação com igual período em 2007, foi constatada alta de 4%.
O contingente de desocupados totalizou 1,8 milhão de pessoas no total das regiões pesquisadas. Isso indica estabilidade em relação a outubro e redução de 6,1% na comparação com novembro de 2007. A população ocupada somou 22,1 milhões de pessoas também ficou estável nas seis regiões metropolitanas pesquisadas. Na comparação com novembro de 2007, houve expansão de 2,9%.
Apesar da histórica tendência de melhora, o mercado de trabalho piorou em novembro, com a taxa de desemprego acelerando dos 7,5% em outubro para 7,6% e a população ocupada caindo 0,4% em relação ao mês anterior.
Para o coordenador da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE, Cimar Azeredo, esse dado pode ser um indicador de que a crise está contagiando o mercado de trabalho.
“Novembro é um mês que, tradicionalmente, mostra um aquecimento do mercado de trabalho. Em 2007, por exemplo, a população ocupada havia subido 0,7%. Não foi um bom mês para o mercado de trabalho”, afirmou.
O coorfdenador Cimar Azeredo frisou que ainda é cedo para se dizer que a crise foi determinante para o resultado. Segundo ele, uma análise mais aprofundada do mercado só poderá ser feita em janeiro, quando as contratações temporárias que são feitas no fim do ano terminarem. A retração de alguns segmentos corroboram a tese de piora do mercado de trabalho no mês passado. No comércio, por exemplo, foram 25 mil trabalhadores a menos de outubro para novembro (-0,6%). Em 2007, o comércio havia ampliado em 12 mil o número de empregados.
O volume de empregados terceirizados, que vinha em constante elevação, caiu 2,5% entre outubro e novembro, com 83 mil trabalhadores a menos. Os empregados em serviços domésticos caíram 1,5%. “Isso mostra que as pessoas podem estar menos cautelosas. Um reflexo certo é na busca por serviços domésticos”, explicou Azeredo.
Na indústria, porém, o número de empregados teve alta de 1,5% frente a outubro, e na construção, a elevação foi de 0,9%.
A mudança no quadro do mercado em novembro ameaça a expectativa de que a taxa de desemprego pudesse registrar o patamar mais baixo da série histórica em dezembro – o recorde é de 7,4%, observado em dezembro de 2007.
Mesmo assim, dificilmente a taxa ao longo de 2008 deixará de ser recorde, abaixo dos 9,3% de 2007. De janeiro a novembro, a média da taxa de desemprego é de 8%. Se for repetido os 7,6% de novembro, a alta no ano permanecerá em 8%.
Taxa acelera e fica em 7,6% em novembro
Em: 22 de dezembro de 2008
A taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do Brasil teve pequeno avanço em novembro, ficando em 7,6%, acima dos 7,5% verificados no mês anterior, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)
Redação
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