Setor de seguros e resseguros fecha 2008 com faturamento de R$ 100 bi

Em: 5 de janeiro de 2009
O balanço de 2008 do setor de seguros e resseguros é positivo, avaliou o titular da Susep (Superintendência de Seguros Privados), Armando Vergílio dos Santos Júnior, em entrevista à Agência Brasil
O balanço de 2008 do setor de seguros e resseguros é positivo, avaliou o titular da Susep (Superintendência de Seguros Privados), Armando Vergílio dos Santos Júnior, em entrevista à Agência Brasil

O balanço de 2008 do setor de seguros e resseguros é positivo, avaliou o titular da Susep (Superintendência de Seguros Privados), Armando Vergílio dos Santos Júnior, em entrevista à Agência Brasil. Apesar de ainda não ter fechado o balanço, em 2008, o faturamento do setor deve se aproximar dos R$ 100 bilhões. E a marca deve ser superada em 2009, incluindo aí também o seguro saúde, disse Armando Vergílio. A Susep é o órgão regulador e fiscalizador do mercado de seguros e resseguros.
“Conseguimos superar as expectativas iniciais com relação, principalmente, abertura do mercado de resseguro. É a prova cabal de que a regulação feita por nós no fim de 2007, e que começou a vigorar em abril do ano passado, foi adequada e conseguiu atrair a atenção de vários investidores internacionais”, afirmou Armando Vergílio.
O setor de resseguros ­en­cerrou o ano de 2008 com 41 ­resseguradoras nas três modalidades (local, admitida e ­eventual). Dessas, cinco são resseguradoras locais já operando no país: IRB Brasil-Re, Munich Re, J. ­Malucelli, Mapfre e XL. Além disso, Armando Vergílio destacou a existência no mercado de cerca de 30 brokers (corretoras) de resseguro. São cerca de 70 a 80 novas empresas operando no setor de resseguros aberto no Brasil.
“Temos 16 resseguradores admitidos (estrangeiras com escritório no país, mas operando a partir do exterior) já cadastrados e autorizados e 20 resseguradores eventuais. Ou seja, já são 41 resseguradoras operando nesse mercado, com a perspectiva de, no curtíssimo prazo, ter no mínimo até 15 novas empresas de resseguros”, acrescentou.
Ele falou também sobre o IRB, que detinha o monopólio do mercado ressegurador no Brasil. A quebra do monopólio fez bem à empresa, avaliou o superintendente da Susep. O IRB tem divulgado sucessivos lucros em seus balanços. É o maior ­ressegurador nacional, tem capital robusto e está passando por um processo de renovação e de contextualização em relação a essa nova realidade, que é o mercado concorrente. O IRB tem muita credibilidade internacional e também na sociedade brasileira, além de ter um bom corpo técnico.
De acordo com a lei complementar 126, que abriu o mercado do resseguro, a preferência para os negócios de resseguro será para as empresas locais. Durante os próximos três anos, 60% de qualquer cessão de resseguro que a seguradora tiver que fazer tem que ofertar preferencialmente ao mercado de resseguradoras locais. “Essa é uma regra criada para incentivar o surgimento de um mercado ressegurador local, forte e concorrente”, salientou Armando Vergílio.
Ele apostou que o setor segurador brasileiro deve continuar em ritmo de crescimento em 2009, embora experimentando alguma desaceleração devido ­crise externa. Em 2007, o ­setor de seguros nacional cresceu 17%. Para o ano passado, que ainda não tem números ­fechados, Vergílio previu um aumento entre 17% a 18% na receita em compração ao exercício ­anterior. Para este ano, a previsão é de que haja ainda um crescimento positivo, embora se reduza para 12% a 15% de alta, em relação a 2008.

Cenário negativo

Já na opinião do presidente do Sincor/RJ (Sindicato dos Corretores de Seguros do Estado do Rio de Janeiro), Henrique Brandão, o cenário não deve ser tão promissor. “Sou empresário do setor há 43 anos e acho que vamos ter um ano muito difícil. Quem estiver apostando que o mercado crescerá vai cometer um erro muito grande”, disse.
Segundo Brandão, 2009 será marcado por muitas fusões e incorporações de empresas de seguros. Ele disse acreditar que nos próximos dias será ­divul­gado um grande negócio no setor, que ­envolverá duas das cinco maiores seguradoras brasileiras, uma das quais seria a Bradesco Seguros.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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