Um levantamento do Genial/Quaest revelou que a televisão está em primeiro lugar quando o assunto é buscar informações sobre política. Cerca de 49% dos eleitores procuram neste tipo de veículo notícias sobre o tema. O estudo reflete na mudança estrutural na comunicação da esfera pública, com isso, existem outras formas e maneiras da população buscar informação sobre a política.
Embora o estudo aponte que a maior parte da fatia dos entrevistados optam pelo conteúdo veiculados pelas TVs, especialmente os jornais da noite, é importante ressaltar que a plataformizacão das redes sociais essa busca tende muito a correr através de apps, portais e sites, canais que aparecem na pesquisa, em segundo e terceiro lugar 21% preferem as redes sociais e 11% dão preferência a sites, blogs e portais.
Para o cientista político Israel Pinheiro, apesar de ter uma grande busca pelo tema nas TVs, há ainda uma demanda pelo assunto fora desses meios. “Não em canais como jornais impressos ou digitais. Muitas vezes no contrapúblicos (pequenas esferas públicas instituídas por grupos alternativos) em relação ao grande discurso midiático. É claro que isso gera um problema relacionado a verificação dos fatos e requer um outro comportamento, mas isso faz parte de um outro processo de democratização e requer também que se tenha uma nova postura em relação a isso”.
Ele ressalta ainda que é uma via de mão dupla ao mesmo tempo em que espaços alternativos para construção de outras vozes e outros discursos são criados há também espaços alternativos para reificação de discursos muitas vezes de ódio nessas mesmas bolhas sociais. “Muitas vezes o que conta também são os relacionamentos dentro das suas comunidades de origem: família, igreja, trabalho isso tende a impulsionar a procura por determinados assuntos políticos particulares e outros nao”.
Para ele, é importante que a grande mídia jornal impresso e Tv’s possuam uma responsabilidade nesse processo dessa construção de informação do conhecimento que tem a ver com o processo de democratização que é não somente a verificação dos fatos, mas também um discurso e apresentação de um material qualificado criticamente, principalmente em colunas políticas quem tem esse objetivos de informar, “afinal de contas a politica nao e somente um fato mas é também a possibilidade da construção de narrativas críticas em relação a própria realidade”, considera.
Outros dados
Segundo a pesquisa, os jornais impressos, que já foram as ferramentas mais importantes para suscitar o debate político, hoje são o principal meio de obtenção de informações no campo político para apenas 2% da população. O alto custo e a queda vertiginosa nas vendas são fatores determinantes neste desprestígio.
As rádios, igualmente populares, ocupam a atenção de apenas 3% daqueles que buscam notícias sobre a política. O mesmo percentual é registrado quando se verifica quem busca conhecimento através do Whatsapp. Vale lembrar que nas últimas eleições presidenciais, a rede foi a principal ferramenta para disseminar fake news.
Uma notícia que enche de motivação é que os sites e blogs, que em geral lidam melhor com a informação comentada, falam para 9% daqueles que querem se informar. É fato que há por aí sites e blogs disseminadores de fake-news. Mas cabe ao leitor ser seletivo e aprofundar- se..







