Bastou a reabertura de fronteiras liberando a entrada de turistas brasileiros aos Estados Unidos para disparar a demanda por voos para o destino internacional. A autorização de viajantes brasileiros para as cidades americanas está liberada desde o dia 8 de novembro. A Abav-AM (Associação Brasileira das Agências de Viagens do Amazonas), registrou um aumento de 40% no faturamento, na comparação com 2019. O fim das restrições vale para os viajantes totalmente vacinados.
Apesar de muitas pessoas estarem voltando a viajar, a alta do dólar em níveis históricos é um dos gargalos para os viajantes. “A procura está em alta, pela proximidade das férias de fim de ano, com a abertura de fronteiras de diversos países, mas ainda temos o gargalo dos valores, que estão muito altos, tanto do dólar quanto do combustível estarem em alta que interferem diretamente nas tarifas. Mas mesmo assim a procura se mantém com muitos fechamentos de pacotes”, afirma o vice-presidente de turismo emissivo da Abav-AM, Jaime Mendonça Júnior.
A expectativa para retomada das viagens internacionais é bastante esperada pelo mercado de viagens. A diretora de emissivo da Abav-AM (Associação Brasileira da Associação Brasileira de Agências de Viagens do Amazonas), Cláudia Mendonça, falou ao Jornal do Commercio que a abertura das fronteiras seria um sinal de volta para o setor. “A gente espera um crescimento de 50% na procura por passagens aéreas neste semestre em relação ao mesmo período do ano passado”.
A tendência de retomada nos negócios a partir da reabertura das fronteiras já era observada e aguardada com expectativa para o mercado de viagens. A empresária do setor e diretora de emissivo da Abav-AM, Claudia Mendonça, reforça que a vacinação proporcionou um novo momento para o setor. “Estamos com índices positivos nas vendas de passagens para destinos como Miami, Orlando e Nova Iorque.
Ela lembra que a demanda reprimida de grande parte dos viajantes vai impulsionar o mercado e prevê expectativas positivas até o fim do ano. “Evidente que agora já está começando a demanda dentro dessa possibilidade de opções de voos que nós vamos ter. E de Manaus mais diretamente a partir de 3 de dezembro com a chegada da Copa Airlines”.
Após o anúncio em setembro que previa o retorno dos brasileiros ao solo americano, a reação de procura por viagens ao país foi imediata. O presidente da Braztoa (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo), Roberto Haro Nedelciu, enfatizou que a demanda para os EUA sempre existiu, mas estava ocorrendo de forma cautelosa, pois as pessoas não sabiam quando, de fato, poderiam viajar. Com tarifas aéreas atraentes e condições de compra flexíveis, as vendas estavam ocorrendo.
“Nos últimos meses, diversos operadores e agentes já sentiram o aumento da procura de viagens para o país. Isso também ocorreu com outros destinos que flexibilizaram a entrada de brasileiros, mas quando falamos de EUA, que sempre esteve no topo da procura, o impacto é maior. esse cenário muda a todo momento, mas acreditamos que ele contribua muito para um panorama positivo de vendas para o fim do ano”.
Exigências
Estados Unidos: A entrada prevista para o início de novembro será liberada mediante a apresentação do comprovante de vacinação, junto de um teste negativo realizado três dias antes da viagem. As vacinas aceitas nesse novo sistema ainda não foram totalmente definidas, porém, deve se levar em conta que os EUA já autoriza o uso das marcas Pfizer/BioNTech, Moderna e Johnson & Johnson (Janssen).
Por dentro
Informações divulgadas pelo Correio Braziliense, citam que em 2019, 2,1 milhões de brasileiros foram aos Estados Unidos, de acordo com o relatório do Departamento Nacional de Viagens e Turismo americano. Trata-se do segundo destino internacional mais procurado no Brasil, atrás somente da Argentina.
Menores de 18 anos estão isentos da exigência de vacinação, mas pessoas entre 2 e 17 anos, caso estejam acompanhados de adultos totalmente vacinados, deverão apresentar o resultado negativo de um teste de covid realizado até três dias antes da viagem. Caso a pessoa esteja viajando sozinha ou com adultos não vacinados, o teste terá de ser feito um dia antes da partida. Menores de 18 anos não precisarão ficar em quarentena quando chegarem aos Estados Unidos.







