O Banco Central anunciou na terça-feira a ampliação do acordo de troca de reais por dólares com o Federal Reserve (FED, o banco central dos EUA) por mais seis meses. O prazo dessa linha, que tinha validade até abril de 2009, foi estendido até o dia 30 de outubro deste ano.
Esse acordo, firmado em outubro do ano passado, garante ao Brasil um reforço de até US$ 30 bilhões nas reservas internacionais -que hoje somam cerca de US$ 205 bilhões- e funciona como uma espécie de linha de crédito que o país poderá usar durante esse período de crise. Até o momento, o Brasil não utilizou o dinheiro.
Ao contrário dos acordos firmados na última década com o FMI (Fundo Monetário Internacional), essa linha não obriga o Brasil a mudar a sua política econômica.
Transferência de valores
Para ter acesso aos dólares, o país precisa apenas transferir o valor equivalente em reais para a conta do FED, como garantia.
A possibilidade de ter mais esse dinheiro em caixa ajuda do Banco Central a atuar no mercado de câmbio e evita que a falta de dólares pressione a cotação da moeda norte-americana.
De acordo com o BC do Brasil, o acordo é parte da estratégia de atuação da instituição no combate aos efeitos da turbulência financeira internacional sobre a economia brasileira.
“A extensão do swap (troca) de moedas recíproco com o Federal Reserve no montante de US$ 30 bilhões demonstra confiança nos fundamentos da economia brasileira, ao mesmo tempo em que amplia a capacidade do Banco Central de prover liquidez no mercado cambial.
Países beneficiados
A medida reforça a posição do Brasil entre os países com políticas econômicas saudáveis e importância sistêmica, segundo os critérios do FED”, disse o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, em nota. Além do Brasil, outros países que faziam parte desse acordo também foram beneficiados com a extensão do prazo.
O anúncio de hoje inclui também os acordos de swaps entre o Fed e os bancos centrais da Austrália, Canadá, Cingapura, Coreia, Dinamarca, Banco Central Europeu, Banco da Inglaterra, México, Noruega, Nova Zelândia, Suécia e Suíça.






