O varejo físico em Manaus contará com aproximadamente 3 mil lojas na edição deste ano da Black Friday, que acontece oficialmente na última sexta-feira do mês, dia 26 de novembro. O número ultrapassa o quantitativo de estabelecimentos comparado a 2020 e 2019. O incremento nas vendas é de 18% em relação ao evento do ano passado. Quando comparado a 2019, a projeção é de 9%.
Os números que fazem parte da pesquisa realizada pela CDLM (Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus) animam o segmento comercial, porque supera 2019, ano considerado o melhor em resultado. Assayag atribui que o otimismo do setor no Amazonas a abertura de novas lojas no segundo semestre foram 30 novos estabelecimentos entre médio e grande porte. “O que refletiu ainda na geração de mais de 2,4 mil empregos. Se a gente comparar a 2019, ainda que com a falta de produtos, se tivesse a pleno vapor seria um crescimento significativo no volume de vendas”.
“Em 2020 nós tivemos lojas fechadas com uma pandemia muito forte. As pessoas estavam inseguras em relação a manutenção de seus empregos, além do movimento de demissões que acontecia. Por isso tínhamos um número alto de lojas fechadas e as vendas aconteciam pela internet, contudo não eram suficientes”. Mas quando falamos de 2019 estamos superando o melhor ano que nós tivemos de Black Friday no Estado”.
Os descontos terão uma média de 50% em relação, 30% menor que o ano passado e 20% em comparação a Black Friday de 2019. A retração, segundo Assayag, está relacionada à escassez de alguns produtos alterados pela inflação. “O problema de falta de mercadorias atrelado à inflação com aumento nos custos de produtos acabou refletindo num desconto menor que o ano passado e que em 2019″.
Ele lembra que em 2020 os descontos foram maiores porque era uma necessidade de se vender porque as lojas estavam fechadas. “Vendia-se de qualquer jeito para fazer faturamento para pagar a folha de pagamento e tributos. Este ano muda-se a regra porque nós temos falta de produtos o que desequilibra o mercado nesse momento”, enfatiza.
A data é uma das mais aguardadas para o varejo, pois a cada ano vem se consolidando, movimentando mais as vendas neste período. E a algumas semanas da data é mais uma oportunidade para o varejo retomar os lucros minados pelas restrições em virtude da Covid-19.
De acordo com a pesquisa, dentre os produtos que devem ser mais procurados pelos clientes estão os eletroeletrônicos, eletrodomésticos e passagens aéreas.
Varejo online
Em relação às vendas pela internet também a expectativa da CDLM é um incremento de 12%. O número é menor que o do ano passado, período em que o varejo físico estava com as atividades suspensas.
Shoppings
Pesquisa realizada pela Alshop(Associação Brasileira de Lojistas de Shopping) indica que 62,5% dos lojistas do segmento vão embarcar na Black Friday. Apesar dos entraves como aumento de custos e perda de poder de compra dos clientes, a expectativa dos lojistas no geral é positiva para a data.
“Para a ALSHOP, a expectativa da data é que as vendas superem os números alcançados em 2020 em cerca de 5%. Sabemos que o varejo tem se erguido aos poucos, e mesmo diante da alta dos preços, em conversas com outros empresários, há muito mais otimismo para essa nova fase”, comenta Luis Augusto Ildefonso, diretor institucional da Alshop.
Dados da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) indicam que as vendas do setor vão crescer 4,9% neste ano, muito pressionadas pela inflação, alta do dólar e custos como logística e transporte (como aumento do preço de combustíveis) e falta de insumos para produção na indústria. Descontos Segundo o diretor institucional da ALSHOP, mesmo com a alta do dólar e o aumento de custos indiretos, os consumidores podem visitar as lojas esperando descontos significativos.
“Sabemos que os descontos não serão tão generosos como nos anos anteriores, mas com certeza fará diferença para o consumidor que está em busca de smartphones, eletrodomésticos ou até outros produtos que já estejam no radar. O importante é aproveitar a data e pesquisar para encontrar bons descontos.”, finaliza Luis Augusto.
Fiscalizações
O Procon -AM (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor vai intensificar as fiscalizações e orientações aos clientes evitando a prática de propaganda enganosa. De acordo com o órgão, as fiscalizações serão nos mesmos moldes dos anos anteriores, com ações de orientação e atendimento de denúncias/reclamações, junto à Decon.
O Procon-AM recomenda que os consumidores façam pesquisa constante de preços, para comparar as ofertas da Black Friday com o preço praticado no restante do ano. Em casos de cobranças abusivas, o cliente pode tirar fotos ou prints – em compras online – com o valor do produto ou, ainda, guardar encartes publicitários para formalizar a denúncia.
Outro ponto que preocupa os consumidores é a troca de produtos. Em caso de itens que apresentarem vício, a troca é obrigatória e prevista no artigo 18 do Código de Defesa do Consumidor. Isso também ocorre em compras feitas fora do estabelecimento comercial (on-line ou telemarketing). Em casos de produtos adquiridos dentro do estabelecimento, a troca é efetuada mediante a política de cada local.







