Uma série de inquietações de modo aberto e sem amarras políticas, assim pode ser definido o livro ‘O que penso sobre’, de Ronaldo Derzy Amazonas, diretor-presidente da Fundação Alfredo da Matta, que acaba de ser lançado. O livro é uma coletânea de 116 artigos escritos entre os anos de 2015 e 2020 dentre os mais de 300 textos já publicados, escritos semanalmente por Ronaldo, às segundas-feiras, para o Blog do Hiel, do jornalista Hiel Levy.
Quem quiser se inteirar sobre os mais diversos assuntos, sociais, pessoais e políticos, precisa ler o livro de Ronaldo.
“Tem de tudo um pouco. Transito nos meus textos falando desde questões políticas, sociais, pessoais, religiosas, arte, viagens, culinária, e vários outros, de modo opinativo na maioria das vezes. Não tenho uma fórmula ou não sigo um script. Escrevo o que ‘dá na telha’ especialmente se for um tema polêmico e atual para aquela semana. Também sigo algumas sugestões de temas dos meus leitores”, revelou.

Sem pretender receber afagos ou críticas, Ronaldo afirma não se preocupar em agradar A ou B, buscando usar da sinceridade e da coragem para expor as mazelas sociais e políticas do nosso tempo.
“Sou polêmico por natureza e emito minha opinião e muitas vezes sou criticado e mal avaliado nos comentários dos leitores, mas há quem goste e concorde comigo e com minha opinião”, destacou.
População politizada
Nos últimos anos, em função da crescente popularização das redes sociais, a população brasileira se politizou, e continua cada vez se politizando mais, então, lógico, um dos temas mais abordados nos artigos semanais de Ronaldo, e no livro, é a política. Seu artigo do dia 13, segunda-feira, no Blog do Hiel, com o título de ‘A política como ela é’, aborda exatamente esse tema. Para Ronaldo, não há de fato uma fórmula política nem forma de regime ideais ou de sucesso se não houver por parte da classe política, especialmente dos parlamentares brasileiros em todos os níveis, uma convergência em torno do país.
“Aqui no Brasil vale o próprio interesse e o ‘olhar para o próprio umbigo’. O país e o povo ficam sempre para trás naquela de ‘farinha pouca, meu pirão primeiro’. Quando povo, poderes e parlamentares enxergarem o país de um modo menos egoísta e mais necessário a todos, especialmente aos mais pobres, talvez comecemos a vislumbrar uma nação e um país mais soberano, socialmente justo e politicamente estável”, previu.
E quem deveria ajudar nesse processo, o intitulado quarto poder, a imprensa, tem se corrompido sistematicamente, antes imprensa marrom, agora tendenciosa e mentirosa com suas fake news.
“Não discuto o papel da imprensa enquanto entidade necessária para a democracia e para ajudar o país a se desenvolver e avançar rumo a um futuro promissor. Ocorre que no mundo todo há uma tendência quase obsessiva por parte de uma parcela (talvez a mais poderosa da mídia) em disseminar apenas o lado errado sem fazer alusão às boas práticas dos governos e isso é terrível, pois denota uma atitude persecutória”, disse.
“Não podemos falar de uma imprensa livre enquanto os meios de comunicação forem dependentes e atrelados a governos e governantes. Não haverá jornalismo ou jornalista independente enquanto a linha editorial dos meios estiver presa a compromissos políticos e/ou econômicos”, completou.
Obrigatoriamente livres
O surgimento das redes sociais causou uma ruptura gigantesca entre o que a imprensa mostrava como verdade e os fatos chegados a cada segundo na palma de nossas mãos, num celular. Ronaldo é contra a regulação das redes sociais, como desejam alguns partidos políticos, mas é a favor do controle dos excessos do que é publicado.
“Os meios de comunicação social em todas as suas formas de expressão, de alcance ou de metodologia, devem ser sempre obrigatoriamente livres como está escrito na norma superior. Agora, quem fala, escreve, comenta, produz textos, emite opinião, tem que ser regulado sim pelas entidades fiscalizadoras”, afirmou.
Para o escritor, é necessário haver organismos de controle sobre o exercício da ética e das boas práticas profissionais, pois os conselhos de classe estão aí legalmente para defender a sociedade dos maus profissionais e até mesmo para mostrar quem, entre tantos, cumpre fielmente o dever profissional no dia a dia.
“Por que jornalistas podem ficar de fora de serem fiscalizados? Não na sua práxis opinativa, tampouco no exercício profissional, porém, quando se desviam das boas práticas e da boa imprensa e ferem preceitos, mentem, enxovalham, conspurcam e criticam sem provas”, asseverou.
Segundo o autor, ‘O que penso sobre’ é indicado para leitores que tenham estômago para remoer críticas ácidas, opiniões sinceras e verdades que incomodam. E quem pensa que haverá um próximo volume com mais críticas, opiniões e verdades, se engana. Ronaldo está escrevendo um livro para crianças no qual conta histórias não tão infantis, porém calcadas num realismo vivenciado por ele em sua infância.
‘O que penso sobre’ está à venda em todas as plataformas de e-book, e pode ser solicitado através dos fones: 9 9907-1819 e 9 9520-0212.







