Usuário tem que endenter bula de remédio, diz Anvisa

Em: 8 de setembro de 2015
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recebe até o próximo dia 24 opiniões sobre uma proposta de mudanças nas bulas de medicamentos vendidos no país
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recebe até o próximo dia 24 opiniões sobre uma proposta de mudanças nas bulas de medicamentos vendidos no país

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recebe até o próximo dia 24 opiniões sobre uma proposta de mudanças nas bulas de medicamentos vendidos no país. O objetivo da nova padronização que está consulta pública, desde o mês de janeiro, é facilitar o entendimento dos consumidores a respeito das informações sobre os remédios.
O texto prevê que a linguagem seja acessível e que as letras sejam maiores e os parágrafos mais espaçados para facilitar a leitura. Também há mudanças previstas em relação qualidade do papel a ser utilizado, que não pode ser transparente. A população pode opinar e sugerir, por meio do www.anvisa.gov.br, por carta ou por fax.
Segundo a gerente de medicamentos da Anvisa, Nur Shugaír, a consulta tem como foco o consumidor. Ela salientou que as bulas devem conter informações simples e necessárias sobre os medicamentos que ajudem o pacientea fazer o uso correto do medicamento.
“A maioria das pessoas não consegue entender o que está escrito, pois os termos são muito técnicos”, afirmou.
Segundo ela, a proposta é que o medicamento seja acompanhado de uma bula acessível destinada ao paciente e outra voltada aos médicos, contendo termos técnicos ficará disponível no site da Anvisa.
“A bula do paciente será disponibilizada na caixa do medicamento de acordo com as suas necessidades. O paciente tem que ler e entender o que está escrito. Já para o uso dos médicos, a bula estará disponível no site da Anvisa e também poderá ser acessada pelos consumidores”, ressaltou.
O prazo para que as novas regras sejam aplicadas ocorrerá depois do resultado da consulta pública, que deverá ser publicado no início de maio. A partir desse período as empresas terão 180 dias para se adaptarem e até o final do ano para que todos os medicamentos estejam disponíveis com a nova bula.
Após esse período, se as empresas não obedecerem, ficam sujeitas a multas e interdição dos produtos.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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