Enquanto segmentos da indústria reduzem o quadro de funcionários para tentar manter o equilíbrio financeiro, outros setores encontram dificuldades para encontrar mão-de-obra. É o caso das empresas de limpeza profissional, que inclui fabricantes de máquinas, produtos químicos, distribuidores e prestadoras de serviço. “Encontrar pessoas para atuar em limpeza tem sido um gargalo para as prestadoras de serviço, pois o segmento compete com a construção civil na obtenção e retenção desta mão-de-obra”, analisa o presidente da Abralimp (Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional), Ernesto Brezzi.
O setor de limpeza profissional é o segundo maior empregador do país, ficando atrás apenas da construção. São 1,5 milhão de pessoas que atuam na área, em geral pertencentes à base da pirâmide social.
Brezzi explica que a única exigência do setor no momento da contratação é a alfabetização, pois os funcionários precisam saber ler as instruções e escrever os procedimentos realizados, após a execução da limpeza. “Ao contrário das montadoras, por exemplo, que exige formação completa, o setor de limpeza profissional apenas determina que a pessoa saiba ler e escrever, o que já gera uma grande oportunidade de emprego para milhares de brasileiros”, disse.
O setor contrata e qualifica um contingente enorme de pessoas que, uma vez melhor preparadas, acabam migrando para outras atividades. “Somos responsáveis pelo processo de inclusão social, pois contratamos, treinamos e qualificamos esta mão-de-obra. Ainda assim, temos que buscar estes trabalhadores recorrendo a ONGs e instituições quando conquistamos novos contratos”, ressaltou.
Para ajudar as empresas na questão do treinamento, a Abralimp criou a Uniabralimp (Unidade Nacional de Formação Profissional da Associação), um centro de formação, que realiza cursos de qualificação na sede da entidade, in company ou em parceria com o Senai. “A iniciativa pioneira de parceria da Abralimp com entidades renomadas a favor do desenvolvimento do mercado de limpeza profissional vem a cumprir, mais uma vez, o papel da entidade de treinar, orientar, capacitar e atualizar os profissionais, elevando o nível de qualificação técnica do setor e apoiando as empresas neste trabalho permanente de treinamento e atualização”, esclareceu Brezzi.
A Uniabralimp foi iniciada em 2004 com o objetivo de formar e reciclar a mão-de-obra do mercado de asseio e conservação, fortalecendo o mercado institucional como um todo. Entre os cursos oferecidos estão os de higienização hospitalar, técnicas de limpeza, capacitação de copeiras e gestão, entre outros.
Setor de limpeza carece de mão-de-obra
Em: 8 de setembro de 2015
Enquanto segmentos da indústria reduzem o quadro de funcionários para tentar manter o equilíbrio financeiro, outros setores encontram dificuldades para encontrar mão-de-obra
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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