Meta é consolidar investimentos

Em: 8 de setembro de 2015
O principal objetivo de curto prazo da Recofarma para os próximos meses será consolidar as mudanças e investimentos iniciados em sua unidade em 2008 e com estimativa de conclusão em abril
O principal objetivo de curto prazo da Recofarma para os próximos meses será consolidar as mudanças e investimentos iniciados em sua unidade em 2008 e com estimativa de conclusão em abril

O principal objetivo de curto prazo da Recofarma para os próximos meses será consolidar as mudanças e investimentos iniciados em sua unidade em 2008 e com estimativa de conclusão em abril. As novidades incluem a construção de mais 2.100 metros quadrados e novos equipamentos para modernização do parque industrial, com ganhos nas áreas de armazenagem e logística da fábrica de concentrados da Coca-Cola em Manaus.
A iniciativa integra as ações globais do Sistema Coca-Cola Brasil, que colocou R$ 1,5 bilhão em mais de 30 fábricas distribuídas de Norte a Sul do país em 2008 e promete colocar mais R$ 1,75 bilhão neste ano. Por razões estratégicas, a companhia americana prefere não detalhar o volume alocado na planta do PIM (Pólo Industrial de Manaus), a terceira em volume de produção de concentrados, mas garante que o valor é expressivo.
Sem entrar em detalhes, o gerente-geral da Recofarma, Jório Veiga, acrescenta que alguns processos da unidade devem ser modernizados, com a entrada de novos equi­pamentos. De acordo com o executivo, a crise mundial fez com que a companhia ana­lisasse mais criteriosamente cada projeto, em termos de retorno de qualidade e produtividade, mas não acabou com os investimentos.
“Fazemos monitoramento do ambiente macro-econômico e um trabalho de melhoria contínua em nossas atividades, fruto da capacitação e motivação de nossa equipe. Isso nos permite ser produtivos para enfrentar fases mais complexas do mercado. Os investimentos constantes em modernização e melhorias na nossa unidade, aliados ao permanente desenvolvimento de nossos profissionais e aos esforços realizados em toda a cadeia nos permitem olhar para a frente com confiança”, declarou.

Resultados

Sem falar em números, o dirigente garante que os resultados da empresa ficaram dentro dos planos da Coca-Cola Brasil para o ano e destaca que a multinacional espera repetir o mesmo desempenho em 2009. O executivo acrescenta que a unidade conseguiu manter seu número de postos de trabalho (320), apesar dos prognósticos negativos do mercado.
Ao final da primeira quinzena de fevereiro, a multinacional revelou que seu faturamento no Brasil, terceiro mercado mundial para a marca, foi o maior já apurado no país: R$ 15 bilhões. O crescimento foi superior à média mundial da Coca-Cola (5%) e só ficou atrás do resultado apurado pela marca na América Latina (8%).
O subcontinente, por sinal, continuou sendo estratégico para a fabricante. Em 2008, mais de 30% da produção da Recofarma foi destinada a exportações para Venezuela, Colômbia, Paraguai e Chile. Dados da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) apontam, contudo, que o Amazonas não se saiu bem nesse quesito no ano passado. As vendas externas de concentrados do pólo ultrapassaram as 9.712 toneladas, mas o resultado foi 2,99% inferior ao apurado em 2007 (10.011 toneladas).

Companhia prioriza fornecedor local

A Recofarma chegou a Manaus em 1989 e começou suas atividades no ano seguinte. Em 2008, ajudou diretamente 17 instituições filantrópicas, inclusive com trabalho voluntário de colaboradores parceiros comerciais. Na área de meio ambiente, o destaque é a participação no comitê da bacia do Tarumã-Açú, onde a empresa desenvolve atividades com as comunidades locais e a limpeza anual das praias da região.
A companhia prioriza fornecedores locais –usina de açúcar e fábricas de extrato de gua­raná, embalagens e ingredientes especiais– e atua no fomento do açúcar gramixó, produzido em regime de agricultura familiar em vá­rios municípios do interior. Juntamente com o governo do Estado, patrocina várias iniciativas na área cultural, a exemplo dos Festivais de Ópera e o Festival Folclórico de Parintins.
“Estar no PIM nos dá maior margem de segurança em relação ao ambiente econômico, assim como acontece com todas as demais empresas do pólo. Nossos esforços estão voltados para que, mais uma vez, possamos atravessar essa crise sem maiores comprometimentos para os projetos nos quais estamos envolvidos. Estamos lutando para sair ainda mais fortes e próximos de nossos clientes e consumidores”, encerrou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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