A Brastemp da Amazônia – uma empresa da multinacional norte-americana Whirlpool e responsável pela fabricação de eletrodomésticos das marcas Brastemp e Cônsul – deve manter seus planos para 2009 e continuar apostando na linha de condicionadores de ar de modelo split, apesar da crise.
Passados três anos de interrupção, a organização, que havia restringido a manufatura ao modelo de janela, voltou a produzir o item em 2008, graças a mudanças no PPB (processo produtivo básico). A linha de produção tinha sido desativada em 2005, em função de medidas do governo federal que ofereciam incentivos à importação de peças e equipamentos acabados.
O principal desdobramento positivo da iniciativa federal foi a duplicação do quadro de funcionários da planta, que chegou a totalizar 1.400 pessoas em setembro, mês em que crise chegou ao Brasil. De acordo com o diretor de Relações Institucionais da Whirlpool Latin América, Armando Ennes do Valle Jr., a fábrica tem características particulares nesse quesito, em função de seu mix de produtos, mas a firma tem planos de contratar mais colaboradores em 2009.
Por motivos estratégicos, a companhia não informa seus resultados de faturamento e produção do ano passado com os condicionadores. Os indicadores de desempenho do PIM fornecidos pela Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) informam que, em 2008, o polo produziu 10.987 unidades de condicionadores split, tendo vendido 12.811 peças e faturado US$ 7.69 milhões.
Embora ressalte o papel da Suframa na flexibilização do PPB, o executivo avaliou que a medida ainda precisa ser consolidada, uma vez que em torno de 70% dos aparelhos vendidos no país ainda seria de aparelhos importados. Ele destacou, no entanto, que a empresa espera reverter essa situação ao longo de 2009.
“Os investimentos constantes da companhia em inovação e em talentos fazem com que a empresa esteja um passo à frente, inclusive nos momentos instáveis. Acreditamos que este é um momento determinante para mostrar capacidade de liderança e empreendedorismo”, declarou.
Microondas
A expectativa da firma quanto à produção do outro item do portifólio da Brastemp da Amazônia – o forno de micro-ondas – é de 20% de incremento até o final de 2009. Dados da Suframa indicam que as vendas dos modelos manufaturados no PIM tiveram crescimento discreto de 2% no ano passado, de 2,49 milhões (2007) para 2,54 milhões de unidades (2008). Já o faturamento e a produção apresentaram quedas respectivas de 4,98% (US$ 291.07 milhões) e de 3,68% (2,52 milhões de aparelhos).
“Há três anos, os fornos de micro-ondas vêm registrando desempenho impressionante, com crescimento de 30% a 40% ao ano. Este ano, o resultado vai ser um pouco menor, porque a categoria tem penetração baixa. Se entre 95% e 99% das residências têm fogão e geladeira, menos de 20% têm microondas”, avaliou.
Embora tenha por tradição não divulgar dados financeiros de suas unidades, a controladora da Brastemp da Amazônia, a Whirlpool Latin América, destaca que investe por ano em torno de US$ 100 milhões em marketing, tecnologia, pesquisa e desenvolvimento de produtos em suas três marcas: Consul, Brastemp e KitchenAid – sendo que esta não é produzida em Manaus.
A Brastemp da Amazônia conta com 16 anos de operações na capital amazonense. O diretor de Relações Institucionais da Whirlpool Latin América assinala que, por ser o segundo maior pólo industrial da América do Sul e um dos mais importantes do subcontinente, o PIM é estratégico para a Whirlpool, principalmente no que diz respeito às exportações e importações.






