Nova gestão de tickets
Para quem transita pela Manaus Moderna, especialmente na área de embarque e desembarque de passageiros indo e vindo dos municípios, sabe que o local mantinha um aspecto de desorganização generalizada. Com a nova estrutura em funcionamento para a venda de passagens de barcos naquela região, clientes e vendedores comemoram a chegada do novo espaço.
Instalados em contêineres, cerca de 25 trabalhadores associados a Ageptramm (Associação dos Agentes de Passagens dos Transportes Aquaviários do Estado do Amazonas contam com cabines para atender os clientes. A iniciativa é da Prefeitura de Manaus, por meio da Semacc ( Secretaria de Agricultura, Abastecimento, Centro e Comércio Informal).
Rafaela Cruz, 25, que viaja constantemente ao município de Codajás, considera que entre os maiores benefícios está a organização do ambiente, dado que por muitos anos o aglomerado de vendas de bilhetes nas calçadas gerava muita confusão, inclusive desconfiança para quem comprava. “É uma grande novidade. É um passo muito importante que vai melhorar o visual do centro da cidade.
Para Mariana Costa, 31, que sempre teve receio de comprar bilhetes de vendedores que atuam na calçada da orla, é um alívio. Ela conta que chegou a ser barrada no transporte fluvial porque a passagem não valia. “Fiquei no prejuízo porque tentamos localizar quem havia vendido o bilhete e não encontramos. Foi desesperador. A nova estrutura traz um certo alívio e mais segurança para não cairmos em golpes”.
Conforme a Semacc, os 25 vendedores que não ficarem no contêiner, ficarão dentro da área do porto, onde também é necessária a presença deles. Não mais na orla.
“Por determinação do prefeito David Almeida e do secretário da Semacc, Renato Júnior, instalamos dois contêineres que trarão mais dignidade aos trabalhadores que atuam com vendas de passagens de barcos e que vendiam na orla da Manaus Moderna com muita dificuldade, sofrendo com o sol, sofrendo com a chuva e hoje estamos trazendo mais dignidade a essas pessoas”, destacou o diretor de Mercados e Feiras da Semacc, Luciano Santos.
Para o presidente da Ageptraam, Altair Ribeiro, foram muitos anos de sofrimento e sacrifício. De acordo com ele, quando ocorria uma chuva, todos tinham que correr com sombreiros, banners, dinheiro e talões de passagens, para se proteger.
“Graças a Deus, o prefeito David Almeida, olhando pela classe trabalhadora, nos atendeu com esses dois contêineres climatizados, para permanecermos na nossa atividade de venda de passagem, agora trabalhando com mais dignidade e segurança”, Ribeiro.
Para quem vende passagens na orla há mais de 17 anos, o novo espaço é garantia de melhoria. “Graças a Deus o prefeito proporcionou um lugar mais digno, com mais segurança, não só para nós, mas também para os nossos clientes e amigos que vêm comprar passagens conosco, todos que estão vindo estão dando graças a Deus pela melhoria”, ressaltou a vendedora, Elaine Campos.
Por dentro
Os contêineres estão instalados em frente à balsa amarela, no porto da Manaus Moderna, e além da proteção e segurança, os vendedores e clientes ganham também mais dignidade.
Ação
Em novembro do ano passado, a Semacc deflagrou na Manaus Moderna a operação “Orla Mais Segura”, que promoveu o ordenamento e a requalificação do espaço. As ações da operação foram realizadas em parceria com as secretarias municipais de Limpeza Urbana (Semulsp), de Infraestrutura (Seminf), o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) e a Guarda Municipal.
Além da retirada de aproximadamente 800 ambulantes e estruturas irregulares do local, luminárias a LED foram instaladas para dar mais segurança a quem trafega pela área à noite, toda a calçada da orla foi reformada e o guarda-corpo substituído. Um trecho da avenida Lourenço Braga foi alargado em aproximadamente 4 metros, promovendo maior fluidez no trânsito, nas proximidades da feira da Banana.
O local também recebeu lavagem e remoção de lixo e entulhos, além de paisagismo em vários pontos. Uma nova escada de acesso à orla também está sendo finalizada.
Não é apenas o varejo físico que comemora a turbinada do aumento no volume de vendas puxado pelo período de voltas às aulas. Com o retorno presencial das aulas, o valor médio gasto em papelarias online sobe 38%. Os números são baseados no banco de dados da Nuvemshop, plataforma de e-commerce que atende mais de 90 mil lojas online, em sua maioria de pequenos e médios empreendedores.
De acordo com o estudo, somente nas primeiras duas semanas de janeiro, as pequenas e médias empresas do setor faturaram quase R$600 mil com as vendas desses itens no ambiente online. Isso significa que houve um aumento de 25% em relação ao mesmo período do ano passado, no qual o faturamento foi de R$480 mil.
Não é novidade que o e-commerce vem ditando regras e a tendência é cada vez mais alavancar. “Independente se a pandemia acabar ou não, as pessoas que tinham um pouco de aversão ao comércio experimentaram e viram que é prático e, principalmente seguro”, analisa o consultor de empreendedorismo, Carlos Oshiro.
Nesse universo de pequenos negócios que vem se popularizando, o microempresário Giovane Matos, só tem a comemorar. Com uma loja de itens variados no ramo de papelaria, há pouco mais de sete anos, ele diz que as vendas engrenaram em 2022, comprando no ano passado. “As compras direto na nossa loja cresceram em relação a 2021, em média, 8% a 10%. Mas quando falamos de vendas online, essa movimentação é muito maior. Eu precisei contratar um funcionário para garantir que esse processo avançasse com qualidade, buscando dar todo o suporte ao cliente que prefere comprar pela internte”.
Para ele, a pandemia exigiu que os pequenos negócios se adaptassem ao novo formato, transformando um caminho sem volta. “Eu precisei me reinventar se quisesse manter a minha empresa ativa. A grande sacada foi apostar no comércio eletrônico, momento que eu virei a chave. Tem dado certo”, garantiu ele.
O dinamismo das empresas grandes também fortalecem essa adesão às compras.
Segundo Oshiro, a maioria das livrarias, com um forte atendimento presencial no país, fecharam. Entre elas a Saraiva, Livraria Cultura, que estão, inclusive, em recuperação judicial. “Os grandes estão perdendo espaço presencial, desta forma, abre oportunidades para todos. A Amazon tem avançado muito com prazos acessíveis e valores mais baixos. A minha esposa comprou todos os livros por lá. É mais fácil, mais cômodo, você percebe que essa é a realidade do momento”, frisou.
“Desde o início da pandemia, o e-commerce teve um salto de crescimento gigantesco devido ao isolamento social. Só no ano passado, as PMEs do ramo de papelaria que vendem online faturaram mais de R$13 milhões, o que representa um aumento de 44% em relação à 2020, quando o montante foi de R$9 milhões. Nesse momento de volta às aulas, as compras pela internet se mostram mais vantajosas para os consumidores, que podem evitar lojas lotadas. Afinal, com a alta demanda em janeiro, as papelarias acabam ficando cheias e com filas, ampliando a preocupação com possíveis aglomerações”, ressalta Guilherme Pedroso, country manager da Nuvemshop no Brasil.
O ticket médio dos pedidos foi de R$231, número 38% mais alto em relação ao mesmo período de 2021. Por outro lado, o volume de pedidos teve uma queda de 11%, passando de 2,8 mil para 2,5 mil. Ou seja, os pedidos estão mais caros devido à alta da inflação. Apesar dessa diminuição, a quantidade de produtos por pedido aumentou de 4 para 6, e o total de produtos vendidos cresceu 33%, saltando de 12 mil para quase 16 mil.
Por dentro
Com preços mais atrativos, promoções constantes e formas facilitadas de pagamento, o hábito de realizar compras online vem se intensificando no Brasil. No último bimestre de 2021, o varejo online faturou mais de R$ 46,4 bilhões e totalizou 101 milhões de pedidos, uma alta de 19,8% em comparação com o ano anterior, segundo dados da Neotrust.







