Fed libera US$ 200 bilhões para consumidores e pequenas empresas

Em: 8 de setembro de 2015
O Federal Reserve (Fed, o BC americano) lançou nesta terça-feira seu programa para impulsionar a oferta de crédito a consumidores e pequenas empresas, no valor de US$ 200 bilhões
O Federal Reserve (Fed, o BC americano) lançou nesta terça-feira seu programa para impulsionar a oferta de crédito a consumidores e pequenas empresas, no valor de US$ 200 bilhões

O Federal Reserve (Fed, o BC americano) lançou nesta terça-feira seu programa para impulsionar a oferta de crédito a consumidores e pequenas empresas, no valor de US$ 200 bilhões. O programa foi anunciado em novembro do ano passado e a previsão era de que entrasse em vigor em fevereiro deste ano.
O objetivo é que os recursos cheguem a consumidores para, por exemplo, quitar dívidas de cartão de crédito, pagar créditos estudantis e financiar compras de itens como automóveis. Além disso, irá ajudar pequenos empresários a manter as portas abertas.
O programa chamado de Talf (Instrumento de Empréstimos contra Títulos Garantidos por ativos, na sigla em inglês), do qual também participa o Departamento do Tesouro, tem potencial para movimentar até US$ 1 trilhão em empréstimos para consumidores e empresas, diz o Fed.
As instituições interessadas em obter as linhas e participar do programa têm até o dia 17 deste mês para se inscrever e os recursos devem começar a ser liberados no próximo dia 25.

Mercados de títulos

“O Talf se destina a estimular os mercados de títulos fornecendo aos investidores financiamento para apoiar suas compras de certos papéis garantidos por ativos’’, diz a nota do Fed, divulgada hoje. “Esses mercados têm sido historicamente um componente importante de empréstimos em nosso sistema financeiro, mas virtualmente sumiram desde a piora da crise financeira em outubro.’’
Ao reabrir esses mercados, o Talf vai ajudar as instituições concessoras de crédito a atender as necessidades de empréstimos de consumidores e pequenas empresas, ajudando a estimular a economia como um todo.
O consumo das famílias é um dos pilares da economia norte-americana, já que respondem por dois terços do PIB (Produto Interno Bruto) do país. Justamente a contração do crédito, aliada à alta do desemprego e da inadimplência têm feito a economia “paralisar’’ e entrar em uma espiral negativa, com queda de produção e mais desemprego.
Na última sexta-feira, o governo informou que a economia americana registrou uma contração de 6,2% no quarto trimestre, de acordo com a segunda estimativa de desempenho do PIB. A primeira estimativa, divulgada em janeiro, mostrava uma contração de 3,8%.
Sobre o atual nível de consumo, o Departamento do Comércio informou ontem que os gastos do consumidor americano em janeiro tiveram um avanço de 0,6%, interrompendo uma sequência de seis quedas consecutivas. O aumento foi impulsionado pelos gastos com alimentos e outros itens não-duráveis. O dado superou as expectativas dos analistas, que previam um avanço de 0,4%. A renda dos americanos, por sua vez, teve um aumento de 0,4%, em parte refletindo os ajustes para os pensionistas do país. A expectativa era de uma queda de 0,2%.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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