Empresários chineses vão à Europa em busca de novos negócios

Em: 8 de setembro de 2015
O governo chinês vai enviar no próximo fim de semana uma missão à Europa encarregada de encontrar oportunidades de compra total ou parcial de empresas de setores estratégicos para Pequim, como alta tecnologia, commodities e energia renovável
O governo chinês vai enviar no próximo fim de semana uma missão à Europa encarregada de encontrar oportunidades de compra total ou parcial de empresas de setores estratégicos para Pequim, como alta tecnologia, commodities e energia renovável

O governo chinês vai enviar no próximo fim de semana uma missão à Europa encarregada de encontrar oportunidades de compra total ou parcial de empresas de setores estratégicos para Pequim, como alta tecnologia, commodities e energia renovável.
O grupo viaja menos de uma semana depois de outra missão ter concluído visita a quatro países europeus, na qual foram fechados contratos de importação pela China no valor de US$ 13 bilhões.
Este primeiro grupo esteve na Espanha, Suíça, Inglaterra e Alemanha e comprou principalmente produtos de alta tecnologia e máquinas sofisticadas. Com o gesto de boa vontade, a China tenta reduzir o enorme superávit em sua balança comercial, ao mesmo tempo em que ameniza as pressões protecionistas contra seus produtos dentro da Europa.
Dona do maior volume de reservas internacionais do mundo –US$ 2 trilhões–, a China tem aproveitado a queda no preço dos ativos e a escassez de dinheiro no restante do mundo para realizar aquisições em outros países.
No último mês, estatais controladas por Pequim anunciaram investimentos bilionários nos setores de mineração e petróleo, essenciais para alimentar o crescimento do gigante asiático. Entre os negócios, está o empréstimo de US$ 10 bilhões à brasileira Petrobras, que será pago com a entrega de petróleo.

Otimismo levanta Bolsas europeias

As Bolsas europeias fecharam em alta ontem, com a expectativa de uma recuperação na economia da China. As ações das mineradoras lideraram os ganhos.
A Bolsa de Londres fechou em alta de 3,81% no índice FTSE 100, indo para 3.645,87 pontos; a Bolsa de Paris subiu 4,74% no índice CAC 40, indo para 2.675,67 pontos; a Bolsa de Frankfurt teve alta de 5,42% no índice DAX, indo para 3.890,94 pontos; a Bolsa de Milão registrou alta de 2,41% no índice MIBTel, fechando com 11.808 pontos; a Bolsa de Amsterdã subiu 4,45% no índice AEX General, que ficou com 211,58 pontos; e a Bolsa de Zurique ganhou 2,42%, fechando com 4.463,67 pontos no índice Swiss Market.
O índice FTSEurofirst 300, que reúne ações das principais empresas europeias, encerrou o dia com ganho de 3,9%, aos 695,72 pontos. Ontem, o indicador teve queda de 1,9%, fechando com o menor resultado desde julho de 1997, quando foi estabelecido.
As ações das mineradoras Rio Tinto (+14%) e BHP Billiton (+12,9%), com a alta nos preços do cobre. As ações da siderúrgica ArcelorMittal, por sua vez, tiveram ganho de 12,4%.
Os investidores viram com otimismo o dado econômico divulgado ontem na China: a Federação de Compras e Logística do país informou que a atividade do setor manufatureiro registrou ligeira alta em fevereiro, apesar de ainda estar em níveis que indicam contração. O PMI (Índice de Atividade de Gerentes de Compras, na sigla em inglês) ficou em 49 pontos no mês passado, contra 45,3 em janeiro.
O indicador vem aos poucos se recuperando do nível baixo recorde atingido em novembro, 38,8 pontos. Leituras abaixo de 50 pontos indicam contração de atividade, enquanto números acima desse patamar apontam para expansão.

Estabilidade à vista

Segundo analistas, as leituras mostram que a economia chinesa começa a se estabilizar, o que seria sinal de que as medidas do governo para estimular a atividade começam a surtir efeito.
O otimismo sobre a China também fez o preço do petróleo subir. Às 14h17 (em Brasília), o barril para entrega em abril, negociado na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês), estava cotado a US$ 44,20, em alta de 6,12%. Mais cedo, o barril chegou a atingir alta de 8,74%.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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