Há tempos ambientalistas apontam as rodovias como rotas que levam o desmatamento às diferentes regiões da Amazônia. O mapa com os focos de desmatamento mais recentes detectados pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) parece comprovar esta teoria: as áreas de devastação se concentram ao redor de estradas como a Transamazônica, a BR 163 (Cuiabá-Santarém) e a BR-364.
“Isso é algo conhecido em muitos estudos. A estrada é algo que acelera o desmatamento fortemente”, afirmou Philip Fearnside, do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia).
Em sua opinião, o governo precisa ter muito claro que a construção de rodovias é um fator fundamental para definir se em determinada região haverá desmatamento ou não, já que elas trazem todos os outros atores que contribuem para a destruição, como a especulação imobiliária, madeireiros, grileiros, entre outros. “Eles têm de levar em conta que esse é um processo que parte de uma decisão do governo”, disse.
Fearnside cita como exemplo o que aconteceu com a BR-364, que cruza Mato Grosso e Rondônia, rumo ao Acre. Asfaltada no começo dos anos 80, abriu uma grande frente de destruição, segundo o especialista.
Especialista alerta sobre devastação nas rodovias
Em: 8 de setembro de 2015
Há tempos ambientalistas apontam as rodovias como rotas que levam o desmatamento às diferentes regiões da Amazônia
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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