Bagaço da uva é usado na produção de fertilizante no Rio Grande do Sul

Em: 8 de setembro de 2015
A partir do investimento em pesquisa, muitas empresas já estão aproveitando resíduos para criar novos produtos
A partir do investimento em pesquisa, muitas empresas já estão aproveitando resíduos para criar novos produtos

A partir do investimento em pesquisa, muitas empresas já estão aproveitando resíduos para criar novos produtos. No Rio Grande do Sul, um negócio que vem crescendo é o aproveitamento do bagaço da uva para a produção de substratos e fertilizantes.
A inovação é da empresa Beifiur, que fica em Garibaldi, a 110 quilômetros da capital Porto Alegre. Tudo começou em 1993, com a abertura de uma empresa para trabalhar com projetos de jardinagem. “Percebemos que na execução dos jardins se ocupava bastante terra. Essa necessidade de solo levava a atividade da nossa empresa bem como de toda a cadeia da floricultura na região a consumir quantidades significativas de solo extraídas de forma incorreta”, explicou o sócio da Beifiur, Valdecir Ferrari.
Por isso, em 1996, a empresa iniciou uma pesquisa para usar o resíduo da industrialização da uva na fabricação de substratos que permitissem o plantio de vegetais em vasos e outros recipientes, substituindo o uso do solo. “A indústria vinícola gera na região uma grande quantidade desses resíduos que não eram aproveitados e, com a nossa pequena pesquisa, achamos a saída que solucionava o problema ambiental deles e o nosso também”, contou.
Usando as sementes da uva, casca e parte da polpa e também o cacho da uva, chamado de engaço, a empresa passou a desenvolver produtos e a entrar também em novos mercados como o de produção de mudas e de compostos orgânicos. Além dos substratos, também são produzidos condicionadores, usados para melhorar a estrutura física e biológica do solo. Esses produtos ganharam escala em 2001.

Perspectiva de crescimento

O investimento em pesquisa e em inovação fez com que a empresa Beifiur crescesse. E, de acordo com Valdecir, os planos para o futuro também são grandes. “Temos um projeto em andamento para implantar parreirais de produção orgânica, e a idéia é que a partir de 2013 já tenhamos instalada uma indústria de sucos orgânicos”, disse.
O objetivo é ter o aproveitamento total dos resíduos dessa produção. Haverá também o extrato de óleo da semente da uva e a fabricação de fertilizantes orgânicos. “Nós queremos ter um complexo pequeno, mas organizado e com uma visão de sustentabilidade”, contou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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