Com a proximidade do feriado prolongado de Semana Santa, de 9 a 12 de abril, as agências de turismo estão com boas expectativas para o período, apesar da retração já registrada nas vendas de pacotes internacionais. De acordo com algumas empresas do segmento, os destinos nacionais ganham destaque no cenário atual e os mais procurados continuam sendo lugares com praias, como as cidades de Fortaleza (CE), Maceió (AL), Natal (RN) e Salvador (BA).
Na Nortetour o atrativo para aumentar a receita do próximo mês são os preços dos pacotes para o Nordeste do Brasil cujo valor por pessoa fica entre R$ 1.720 e R$ 1.900 para o translado que inclui passagem, hotel, café da manhã e transfer. Segundo a proprietária da agência, Ray Pinheiro, o perfil do amazonense, assim como o da maioria dos brasileiros é se programar para fazer as viagens em feriados prolongados. “Essa costuma ser sempre uma alta temporada por ser um feriado e esses momentos sempre são esperados com muita ansiedade pela maioria das pessoas que, além do descanso, também almejam lazer”, comentou. A empresária completou dizendo que por muitas pessoas já terem se programado, a maioria das companhias aéreas já está com os voos lotados.
Estratégias para crescer
Ainda conforme Ray, na Semana Santa do ano passado houve aumento de 10% nas vendas de pacotes turísticos, em relação ao mesmo período de 2007, número que deve se repetir em 2009.
Como estratégia para driblar a concorrência e a crise, a empresa faz promoções casadas com as oferecidas pelas companhias aéreas e aposta no atendimento diferenciado ao cliente. A empresária contou que já houve casos de consumidores que foram até a sua agência e chegaram a reclamar do atendimento dado em outras empresas do segmento e dos valores que não costumam ser tão atrativos e para conquistar e fidelizar a clientela insatisfeita, a preocupação fundamental de Ray é que seus funcionários “deem sempre o melhor de si e tratem os clientes de forma bastante acessível”.
Na Nortetour, as vendas de pacotes internacionais representam um total de 25% nas receitas da empresa. Os destinos mais procurados no ranking são Canadá, Miami e Nova York e os preços variam conforme o número de dias que a pessoa deseja ficar no local e quais os tipos de serviço deseja receber. Em média, o valor mínimo é de US$ 800. Segundo Ray Pinheiro, a procura por destinos fora do país se manteve estável mesmo com a oscilação do dólar e com a crise financeira mundial.
Operadora local diz que turista amazonense está “com pé atrás”
Ao contrário da Nortetour, a FM Turismo enfrenta perdas por conta do clima de instabilidade na economia. De acordo com o diretor da FM Turismo, Pedro Mendonça, a procura pelos pacotes internacionais apresentou uma queda de 20%. “Por conta da crise, as pessoas estão mais comedidas, estão economizando mais”, avaliou ao dizer que a variação do câmbio impactou diretamente nas vendas.
Na empresa, os destinos internacionais com maior demanda constumam ser Miami e Orlando e os nacionais, predominam as praias do Nordeste, em especial, Fortaleza e Salvador. Sem comentar números, o diretor tem boas expectativas para o próximo feriadão pelo menos em relação aos produtos nacionais oferecidos pela empresa. “Vamos procurar oferecer destinos que possam se adaptar ao boldo dos consumidores”, comentou Mendonça.
O mesmo cenário de retração nas vendas de pacotes internacionais assim como nacionais é apontado na Flytour. “A crise tem afetado a venda dos pacotes internacionais e também de locais da região Sul do país”, declarou o gerente comercial da empresa, Marcello Jobim ao enfatizar que as vendas para a temporada estão “razoáveis”. “O amazonense é mais sazonal, ou seja, ele costuma viajar apenas em épocas de feriado prolongado ou somente nas férias”, completou.
A tática da Flytour para incentivar os consumidores também é o bom atendimento. Os funcionários da empresa falam e escrevem fluentemente inglês e, segundo Jobim, os clientes não correm o risco de enfrentar filas de espera.
Os destinos regionais com maior demanda neste feriado prolongado são os que oferecem menor distância de Manaus como Alter do Chão e Salinas, no Pará.






