O ministro Guido Mantega (Fazenda) disse ontem que ficará “satisfeito’’ se o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro apresentar crescimento em 2009.
“Me dou por satisfeito se o PIB for positivo, de modo que mantenhamos o ritmo de crescimento e o nível de empregos’’, disse o ministro após o anúncio da prorrogação da desoneração do IPI para veículos e a redução do mesmo imposto para uma série de materiais de construção.
Ele ainda disse que o crescimento de 4% que ele pregava até a piora da crise financeira global “era apenas uma meta’’, e que qualquer alta no PIB, “seja de 1% ou 2%, já nos permitirá manter as conquistas sociais dos últimos anos’’.
Um meio de tentar elevar este crescimento, apontou Mantega, é a adoção de medidas antiprotecionistas e de reativação do crédito no comércio exterior, o que deve ser tratado na reunião do G20 (grupo dos países ricos e principais emergentes) que ocorre no próximo final de semana, em Londres.
“Se na reunião do G20 apresentarem medidas para melhorar o financiamento à exportação, poderemos ampliar a perspectiva de crescimento do PIB’’, disse.
Fumantes pagam a conta
O governo federal colocou na conta dos fumantes a perda de arrecadação causada pela redução de impostos para os setores automotivo e de construção anunciada ontem. Segundo Mantega, a renúncia fiscal das medidas anunciadas -como a desoneração do IPI por três meses para uma série de materiais de construção e a prorrogação da redução do mesmo imposto para veículos- será de R$ 1,5 bilhão.
Para compensar essa perda de arrecadação tributária, o governo vai elevar as alíquotas do IPI e do PIS/Cofins sobre os cigarros, que terá validade a partir de 1º de maio. A perspectiva do governo é que o preço final do produto suba até 25% com a decisão. “O aumento do preço vai depender de cada cigarro. Os mais baratos devem ter um preço em média 20% maior, e os mais caros de aproximadamente 25%’’, disse o ministro.







