Cúpula marca virada na recuperação da economia global, diz Barack Obama

Em: 3 de abril de 2009
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse na quinta-feira que o acordo obtido na cúpula do G20 (grupo que reúne representantes dos países mais ricos e os principais emergentes)realizada hoje marca uma “virada na busca pela recuperação econômica
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse na quinta-feira que o acordo obtido na cúpula do G20 (grupo que reúne representantes dos países mais ricos e os principais emergentes)realizada hoje marca uma “virada na busca pela recuperação econômica

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse na quinta-feira que o acordo obtido na cúpula do G20 (grupo que reúne representantes dos países mais ricos e dos principais emergentes) realizada hoje marca uma “virada na busca pela recuperação econômica global”.
Os líderes do G20 reunidos em Londres (Reino Unido) concordaram em dar “passos sem precedentes para restaurar o crescimento e evitar que crise como a atual aconteçam de novo”, disse Obama, após a apresentação do acordo feita pelo premiê britânico, Gordon Brown.
Para ele, o encontro de quinta-feira foi histórico e “muito produtivo” devido ao alcance dos desafios que o mundo enfrenta para corrigir os rumos da economia. “O desafio é claro. A economia do mundo está se contraindo”, disse, acrescentando que é preciso união global para que a economia volte a crescer. “Devemos isso a todos os nossos cidadãos”.
“Queríamos garantir que teríamos uma resposta forte e coordenada para crescer”, afirmou. Obama disse que não há um ponto específico do acordo alcançado hoje que poderia ter um reflexo mais imediato na economia americana, mas afirmou que o acordo “não é uma panaceia, mas um passo crítico” tanto para os EUA como para a economia global.
O presidente americano se disse comprometido em “forjar um consenso ao invés de ditar os termos” e afirmou que se os EUA tivessem agido sozinhos, não teriam atingido “nem metade da eficácia”.

Lista de lavadores de dinheiro é divulgada

A OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) divulgou em seu site duas listas de paraísos fiscais, após a decisão tomada pelo G20 (grupo de países ricos e principais emergentes), cujos líderes se reuniram em Londres, de controlar com mais rigor as nações que não cooperam no setor fiscal.
São considerados paraísos fiscais os países que não cumprem com os padrões internacionais de compartilhamento de informações bancárias e fiscais. A primeira lista contém os países que, segundo a OCDE, não estão comprometidos com padrão fiscal internacional. Nela se encontram Costa Rica, Malásia, Filipinas e Uruguai. A segunda lista são de países que estão comprometidos, mas ainda não implamentaram mudanças substanciais em suas políticas fiscais. Trata-se de uma lista mais extensa, com a presença de 38 países ou territórios.
Nela se encontram alguns dos mais tradicionais paraísos fiscais do planeta, como Suíça, Mônaco, Bahamas e Ilhas Cayman. Além deles, figuram países como Áustria, Panamá, Chile e Cingapura.
“O relatório elaborado após a reunião do G20 reflete os resultados de mais de uma década de trabalho da OCDE para trazer uma maior abertura e transparência para os serviços financeiros internacionais”, diz o comunicado da OCDE divulgado após a reunião. “A norma acordada internacionalmente, desenvolvida pela OCDE e por países não-membros da OCDE no âmbito do Fórum Global sobre Fiscalização da OCDE, exige intercâmbio de informações mediante pedido em todas as questões fiscais para a administração e execução da legislação fiscal sem contar com sigilo bancário para efeitos fiscais”.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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