O Brasil tem condições técnicas suficientes para encarar a crise financeira internacional, mas é prejudicado pela falta de vontade política para pôr em prática as reformas necessárias nos Estados do país.
Precisamos avançar principalmente com as reformas tributária e trabalhista, de forma a dar condições para que as empresas brasileiras tenham capacidade de competição em nível internacional, buscando melhores e mais comércio exterior, disse ontem o presidente do grupo Gerdau, especializado na produção de aço, Jorge Gerdau, durante audiência publica da comissão que discute a crise no Senado.
As soluções para esse problema passam inevitavelmente pelos Estados, de acordo com o empresário. Precisamos criar um grupo de representantes do Senado, da Câmara, governo, empresários e trabalhadores para discutir o tema.
Gerdau defendeu a reforma tributária, em especial, quanto ao IVA (Imposto sobre Valor Agregado).
Ele sugeriu que a cobrança seja feita no Estado comprador da mercadoria e não no produtor. É daí que nascem as maiores dificuldades envolvendo principalmente a vontade política dos Estados brasileiros.
Para o empresário, a flexibilização das leis pela reforma trabalhista ajudaria estancar os efeitos da crise, mas ressaltou ser fundamental que as alterações sejam feitas de maneira negociada, envolvendo empresários e trabalhadores. Ele citou a proposta do movimento sindical, de diminuir a jornada visando à manutenção de empregos, mas argumentou que alguns setores, como o de perecíveis, não permitem esse tipo de solução por representar risco de prejuízo.
Soluções incluem ação dos Estados e reformas
Em: 15 de abril de 2009
O Brasil tem condições técnicas suficientes para encarar a crise financeira internacional, mas é prejudicado pela falta de vontade política para pôr em prática as reformas necessárias nos Estados do país
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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