Tecplam inaugura novas instalações no Distrito Industrial

Em: 27 de abril de 2009
Na contramão do desempenho da indústria, que não conseguiu conter os efeitos da crise econômica internacional no cenário local, poucas são as fábricas com “coragem” em abrir o capital e investir, quando a ordem econômica é cautela
Na contramão do desempenho da indústria, que não conseguiu conter os efeitos da crise econômica internacional no cenário local, poucas são as fábricas com “coragem” em abrir o capital e investir, quando a ordem econômica é cautela

Na contramão do desempenho da indústria, que não conseguiu conter os efeitos da crise econômica internacional no cenário local, poucas são as fábricas com “coragem” em abrir o capital e investir, quando a ordem econômica é cautela. É justamente o que está fazendo a Tecplam Indústria Eletrônica –especializada em montagem de placas para o polo eletrônico de Manaus. A empresa mudou de endereço, e planeja a troca as linhas de produção de inserção manual, prevista no orçamento para o biênio 2008/2009, e aposta na “virada do mercado” para reabrir novos postos de trabalho na unidade fabril, a partir do 2º semestre, postos esses perdidos de novembro de 2008 a fevereiro de 2009.
Apesar de ter encerrado 2008 com níveis estáveis na produção e faturamento, em comparação ao desempenho registrado um ano antes, a Tecplam tem na gestão estratégica a saída para galgar mais espaço no mercado. “Trabalhamos ano passado com praticamente metade do quadro funcional em relação a 2007, mas mantivemos o faturamento”, disse o diretor-residente, Carlos Alberto Beck.
Nos últimos meses de 2008, a empresa investiu na aquisição de equipamentos para as linhas de SMT e Inserção Automática, sendo cinco delas voltadas à montagem em superfície (SMT) e sete máquinas de inserção automática. O objetivo da Tec­plam, conforme o diretor-residente, é aumentar em 25% a capacidade fabril em 2009. A motivação parte do resultado inesperado do ano passado.
“Tivemos um 2008 atípico. Quando todas as empresas projetavam um resultado negativo para o desempenho local, as indústrias cresceram e ­demandaram mais os nossos serviços. Embora, o último trimestre tenha sido ruim para todo o PIM (Polo Industrial de Manaus), os dados dos primeiros meses compensaram, fazendo com que não houvesse oscilação negativa no balanço anual”, afirmou o supervisor comercial Herivelton Nunes Costa. A ­expectativa da empresa é ampliar o market share para 15% no mercado local. “Agora, temos que abocanhar uma parcela maior do mercado de placas da capital, que é muito acirrado”, ressaltou.
Apesar de os indicadores da indústria local apontarem retração de 36,7% no faturamento e desaceleração de 23,1% na produção, em comparação ao mesmo período do ano passado, conforme dados da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) e IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), respectivamente, nesse mesmo mês, a empresa passou a operar em novo endereço, em busca de aprimorar sua capacidade produtiva.
A empresa deixou a avenida Solimões, no Distrito Industrial 2, e está com a unidade fabril instalada na avenida Tucumã, 48, numa área total de 15 mil metros quadrados, sendo 4.000 deles de área construída. A mudança, segundo o diretor-­residente, deu-se para atender às perspectivas de expansão da empresa. “A troca teve como base a necessidade de ampliação da nossa capacidade produtiva”, lembrou, acrescentando que a mudança ocorreu em meio à crise econômica internacional e exigiu “esforço psicológico” redobrado.

Novos planos

O próximo passo da empresa, previsto para o
segundo semestre desse ano, é a troca de equipamentos das linhas de produção de inserção manual. Ao todo, cinco linhas receberam aparelhos novos, com intuito de otimizar o tempo de produção da empresa. “A indústria está investindo em ampliação e acredita na recuperação do mercado. Caso essa reação ocorra, e pautada pela injeção de recursos, deve haver oportunidade de mais postos de trabalho na unidade fabril”, revelou o supervisor comercial Herivelton Costa.
O número é três vezes maior que o atual quadro de funcionários da fábrica. “Ainda de acordo com Costa, as contratações estão previstas para o segundo semestre, mas, vale frisar que as oportunidades virão à medida que o mercado reage e a demanda por produtos da fábrica aumenta”, argumentou.
Atualmente, a empresa produz placas para áudio e vídeo, informática, TV, linha branca e entretenimento para outras fábricas do PIM (Polo Industrial de Manaus), além de ter portifólio próprio, incluindo alarme para carros, motos, travas elétricas e levantadores de vidro, todos sob a marca Cobra. “Hoje, os itens de telecomunicação, como as placas para receptores representam 45% da composição da receita, seguidos pela montagem de outras placas, com 29%. Já os produtos do portfólio próprio concentram 26% do nosso faturamento”, informou o diretor-residente Carlos Alberto Beck.
Esse ano, ainda não há a previsão para lançamento de novos produtos. A meta da empresa é elevar o nível de qualidade da produção e, com isso, reforçar o know-how para formação de novas parcerias, ou ainda recuperar parcela da carteira de clientes perdida por conta da crise econômica. “Cerca de 70% dos nossos clientes resolveram reinternar a produção de placas, para minimizar os efeitos da crise e reduzir custos. A previsão é de que eles retomem a demanda pelos nossos serviços ainda esse ano”, justificou Herivelton Costa.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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