A economia da União, dos Estados e dos municípios para pagar os juros da dívida, o chamado superávit primário, caiu 51,5% no primeiro trimestre de 2009 em relação ao mesmo período do ano passado. Entre janeiro e março, a economia foi de R$ 20,9 bilhões, o pior resultado desde 2004, quando a economia foi R$ 20,5 bilhões.
A queda foi puxada pela redução no superávit da União, que caiu de R$ 31,83 bilhões para R$ 11,52 bilhões, devido à arrecadação menor e ao aumento das despesas no trimestre.
Os governos regionais (Estados, Distrito Federal e municípios) também fizeram uma economia menor, R$ 7,78 bilhões, ante R$ 9,96 bilhões em 2008. Já as estatais aumentaram o superávit de R$ 1,24 bilhão para R$ 1,62 bilhão.
Setor público
O superávit do setor público no ano equivale a 3,01% do PIB (Produto Interno Bruto), a soma das riquezas produzidas no período). Em 12 meses, o superávit caiu pelo sexto mês seguido e ficou em R$ 95,9 bilhões. O valor equivale a 3,29% do PIB.
Somente no mês de março, o superávit foi de R$ 11,6 bilhões, abaixo dos R$ 15,4 bilhões registrados no mesmo mês de 2008.
Em relação aos entes da federação, o governo central (governo federal, BC e INSS) fez um superávit primário de R$ 5,8 bilhões em fevereiro; os Estados e municípios, de R$ 2,2 bilhões. As estatais tiveram superávit de R$ 3,6 bilhões.
No mês passado, o setor público pagou juros da dívida no valor de R$ 14,1 bilhões. Descontado o superávit primário, houve um déficit de recursos no valor de R$ 2,489 bilhões. No trimestre, o resultado depois do pagamento dos juros de R$ 38,7 bilhões ficou negativo em R$ 17,8 bilhões (2,57% do PIB).







