Redução de venda de caminhões reflete na economia brasileira

Em: 8 de maio de 2009
Os reflexos da crise econômica afetam diretamente o mercado de caminhões, como comprovam os números divulgados pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores)
Os reflexos da crise econômica afetam diretamente o mercado de caminhões, como comprovam os números divulgados pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores)

Os reflexos da crise econômica afetam diretamente o mercado de caminhões, como comprovam os números divulgados pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores). De janeiro a abril deste ano, o segmento já registra queda de 19,13%, com 29.886 unidades emplacadas. No mesmo período de 2008, foram emplacadas 36.954 unidades.
O segmento mais prejudicado é o de caminhões pesados, por serem os mais usados em setores da economia como mineração, agricultura, construção, entre outros, afetados pela crise mundial.
“O setor de caminhões não tem dificuldade de crédito, pratica juros baixos, tem crédito para financiamento, mas o problema é que não tem frete. Sem demanda, não é possível fazer com que o setor alavanque. Isso porque os três setores que sustentam o segmento mineração, industrial e agronegócio -estão com problemas”, afirmou o presidente da Fenabrave, Sérgio Reze.
Para ilustrar a situação complexa do setor de caminhões, Reze lembra que as mineradoras e a indústria ainda enfrentam problemas com a crise, com impacto negativo sobre a demanda por transporte de mercadorias. Esse é o principal motivo pelo qual as vendas de caminhões registram uma perda na comparação de abril deste ano e de 2008. “Quando você não tem o frete, o caminhoneiro ou a transportadora não compra”, disse.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar