Os pedidos de falências e de recuperações judiciais por companhias brasileiras caíram em abril, após elevação em março, aponta o Indicador Serasa Experian de Falências e Recuperações divulgado na quarta.
No acumulado do ano, porém, os pedidos de recuperação, instrumento em que empresas com risco de insolvência ganham tempo para retomar pagamentos aos credores, saltou 800% ante 2008.
Ainda pesam os efeitos da crise: menor atividade econômica, menos crédito internacional e a interrupção dos investimentos domésticos, “que afetaram sobremaneira as finanças corporativas’’, explica a Serasa.
Em abril, as recuperações judiciais requeridas tiveram 53 registros –em março foram verificados 76 requerimentos, enquanto em abril do ano passado foram 25.
A recuperações judiciais deferidas, por sua vez, somaram 48 em abril, acima das 42 analisadas em março e das 11 de abril do ano passado.
Por outro lado, foram seis recuperações judiciais concedidas, o mesmo número de concessões obtido em março.
Apesar da leve melhora dos dados em abril, no acumulado do ano a tendência ainda é de forte alta.
Recuperação judicial
As recuperações judiciais requeridas somaram 264 eventos de janeiro a abril, 196,63% acima dos 89 analisados no mesmo acumulado de 2008.
As recuperações judiciais concedidas, por sua vez, somaram 27 registros de janeiro a abril deste ano, 800% acima do mesmo período do ano anterior (três eventos).
A recuperação judicial é um mecanismo que substituiu a concordata com a implementação da nova Lei de Falências, em 2005.
O objetivo da recuperação judicial, como o nome indica, é evitar que empresas viáveis, mas em dificuldades momentâneas, caminhem para a falência, com perda de investimentos e empregos -como acontecia na maioria das concordatas.
Para isso, a lei estabelece que a empresa e seus credores aprovem, em seis meses, um plano de recuperação, com possibilidade de venda de bens e alongamento das dívidas.






