Governo eleva previsão de déficit orçamentário para US$ 1.84 tri

Em: 12 de maio de 2009
O governo americano anunciou ontem que aumentou sua previsão de déficit orçamentário para o atual ano fiscal, que se encerra em setembro
O governo americano anunciou ontem que aumentou sua previsão de déficit orçamentário para o atual ano fiscal, que se encerra em setembro

O governo americano anunciou ontem que aumentou sua previsão de déficit orçamentário para o atual ano fiscal, que se encerra em setembro. Na nova previsão, o déficit foi aumentado em US$ 89 bilhões, e agora está em US$ 1.84 trilhão -quatro vezes maior que a do último ano fiscal, que já foi o recorde do país.
Com isso, o governo americano deverá arrecadar apenas US$ 0.46 a cada US$ 1 arrecadado. Segundo a Casa Branca, a revisão é necessária devido a uma série de fatores: a piora na recessão, a ajuda financeira aos bancos, o custo do pacote de estímulo econômico do presidente Barack Obama e o desequilíbrio estrutural nas contas que já vinha da gestão de George W. Bush.
A Casa Branca ainda informou que a previsão do déficit fiscal do ano de 2010 -que começa em outubro deste ano- também foi elevado em US$ 87 bilhões, e agora está em US$ 1.3 trilhão. A piora seria reflexo da redução das receitas tributárias e dos maiores gastos com bancos, benefícios para desempregados e vales-alimentação. Em um dos poucos sinais positivos, a previsão do déficit de 2009 pode ser reduzido em US$ 250 bilhões, já que é possível que Congresso se negue a liberar esse montante de recursos para uma nova ajuda aos bancos.

Leis antimonopólio

O governo americano anunciou na segunda-feira a intenção de endurecer a regulamentação em matéria de concorrência, suprimindo uma disposição introduzida pela administração anterior que dificultava os processos na Justiça contra os grupos em posição de monopólio.
Esta disposição, que começou a vigorar em setembro de 2008, “prejudicava os esforços do governo para coibir as situações de monopólio”, explicou o Departamento da Justiça em comunicado.
A retirada desta disposição “constitui uma mudança de filosofia, e é a melhor maneira de mostrar a todos que a divisão antimonopólio (do Departamento da Justiça) atuará com determinação para impedir que monopólios tentem se aproveitar de sua dominação para acabar com a concorrência e prejudicar os consumidores”, declarou Christine Varney, do Departamento da Justiça americano.
Para Varney, a disposição suprimida fora introduzida com base na crença de que os mercados corrigem seus excessos sozinhos, mesmo nas situações de monopólio.
“Os acontecimentos recentes mostram que não podemos depender apenas do mercado para garantir a proteção da concorrência e dos consumidores”, afirmou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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