Curso de alfabetização atende ribeirinhos

Em: 15 de maio de 2009
As dificuldades para superação do analfabetismo em todo país se relacionam a motivos diversos. No Amazonas, por exemplo, onde a taxa de 7,8% de analfabetismo é a segunda menor da Região Norte
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As dificuldades para superação do analfabetismo em todo país se relacionam a motivos diversos. No Amazonas, por exemplo, onde a taxa de 7,8% de analfabetismo é a segunda menor da Região Norte

As dificuldades para superação do analfabetismo em todo país se relacionam a motivos diversos. No Amazonas, por exemplo, onde a taxa de 7,8% de analfabetismo é a segunda menor da Região Norte (perdendo apenas para o Amapá), as principais reclamações da população se referem à insuficiência do número de escolas para suprir a demanda de alunos, tanto no nível fundamental quanto no nível médio.
A esse problema se soma a dificuldade de reunir alunos em áreas centrais de estudo devido a distância entre as inúmeras comunidades ribeirinhas e indígenas e a falta de estrutura educacional nessas áreas, como a pouca disponibilidade de ­professores qualificados.
Para tentar evitar, sobretudo no interior, o aumento do índice de pessoas que não sabem ler nem escrever, o governo ­estadual implantou, em maio de 2003, o programa Reescrevendo o Futuro voltado para a alfabetização de jovens acima de 15 anos e adultos no Amazonas.
O curso de alfabetização é oferecido nos 62 municípios amazonenses e é realizado, ao longo de seis meses, uma vez por semana, geralmente aos sábados e, eventualmente, em feriados.
Transporte de ida para as escolas e retorno para casa, lanche, almoço e material educacional são custeados pelo programa.
Em menos de seis anos, o Reescrevendo o Futuro conseguiu alfabetizar quase 151 mil pessoas, incluindo 5.539 indígenas de 34 etnias, em 21 municípios.
O programa registra um índice de aproveitamento de 73% (alunos alfabetizados) e evasão de 7%. Cerca de 20% dos alunos do programa não conseguem ser alfabetizados.

Iniciativa de sucesso

O sucesso da iniciativa vai render em 2009 para o Amazonas um reconhecimento nacional. Do total de municípios do Estado, 44 receberão do MEC (Ministério da Educação) o selo de Município Livre do Analfabetismo, conferido aos que atingem mais de 96% de alfabetização, com base nos dados do Censo Demográfico do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de 2000.
Além disso, 18 municípios receberão o selo de Município Alfabetizador, entregue a cidades com menos de 4% de analfabetos. O problema já foi totalmente erradicado nas zonas urbanas de 37 municípios.
Apesar dos resultados positivos, a coordenadora do programa, Nazaré Correa, avalia que ainda existem ­muitos desafios.
Segundo ela, ainda há dificuldades para reunir os alunos no Estado para estudar. Cada um recebe, por mês, um auxílio de R$ 30, como incentivo aos estudos e recompensa pelo dia perdido de trabalho.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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