Alimentação cresce no mercado de franquias no Amazonas

Em: 14 de setembro de 2022
Alimentação cresce no mercado de franquias no Amazonas - 1409 A2a

Andréia Leite

@andreiasleite_ @jcommercio

As franquias de Alimentação Food Service no Amazonas, registraram um faturamento de mais de R$ 88,9 milhões, no 2º trimestre de 2022, o montante equivale a um incremento de 19,9% em comparação ao mesmo período de 2021. Também houve crescimento de  13,6% no número de unidades no setor. Os números fazem parte dos resultados da Pesquisa Trimestral de Desempenho da ABF (Associação Brasileira de Franchising).

Para Cândido Espinheira, diretor regional da ABF no Norte e Nordeste, assim como no cenário nacional, a pesquisa aponta uma aceleração na recuperação do setor no Estado, que está se aproximando dos níveis pré-pandemia. “Mostra também uma retomada da expansão das marcas, o que deve auxiliar o setor a manter seu crescimento nos próximos trimestres”.

Segundo ele, a atuação positiva dentro desse nicho de mercado é atribuída a três movimentos principais que estão associados: primeiro o forte retorno de atividades presenciais, que acabam alavancando a alimentação fora do lar; a demanda reprimida, principalmente em relação a encontros e pequenas confraternizações; e, por fim, a maior disseminação do hábito do delivery. A forte recuperação da área de Turismo também deve ter ajudado a alavancar a demanda em food service.

Num contexto geral, ele entende que os resultados do levantamento se consolidam em uma curva de recuperação robusta que tende a continuar. “Mostra também a resiliência das franquias e sua capacidade de adaptação, mesmo ainda enfrentando alguns obstáculos como a inflação”, observou. 

Vale destacar que o Amazonas tem demonstrado potencial quando o assunto é franquias ele explica se tratar de um mercado promissor sob duas óticas. “Muitas redes conhecidas não estão no Estado ou têm presença tímida, o que pode trazer mais investimentos nos próximos anos à medidas que outras regiões fiquem mais saturadas. Mesmo em shopping centers, onde esta presença é maior, ainda existem oportunidades. Inclusive, creio que o Amazonas possa se consolidar como uma porta de entrada para outros Estados da região Norte. Além disso, temos marcas locais que, potencialmente, poderão acessar o mercado nacional via o sistema de franchising”. 

O Estado também registrou um crescimento em faturamento no segmento  de moda 16,2%, seguido pelo setor de saúde, beleza e bem-estar 15,2%. Já o crescimento no número de unidades por segmentos,  conforme a ABF, o segmento de alimentação responde 18% das franquias, com 307 unidades. Em segundo lugar, está o segmento de saúde, beleza e bem- estar 16%, com 273 unidades no trimestre. Empresas de moda 15% totalizando 256 unidades. 

Empregos

Sobre a participação por segmento em empregos diretos no Estado, o setor de alimentação confirma o bom momento. Foram mais de 2,7 mil vagas criadas no período, com participação de 19,3%. Na área de alimentação food service, a participação representou percentual de 7,9% resultando na geração de 2,5 mil oportunidades. 

Desempenho nacional

As franquias de Alimentação –Food Service se destacaram, sendo o segundo segmento que mais cresceu, no país estando atrás apenas de Turismo. O faturamento do segmento de Alimentação –Food Service chegou a R$ 8,7 bilhões no 2º trimestre de 2022, 22,3% a mais do que no mesmo período de 2021. Já o número de unidades no segmento cresceu 9,8%. No semestre, a variação foi de 16%, chegando a R$ 15,9 bilhões.

Esse desempenho foi alavancado pelo maior fluxo de consumidores em ambientes físicos, como bares, restaurantes e até praças de alimentação em shopping centers, assim como datas comemorativas de Páscoa e Dia das Mães, que tradicionalmente aquecem as vendas, além da manutenção do delivery em níveis elevados.

Para a fundadora e CEO da Galunion, Simone Galante, o maior foco na experiência, seja ela presencial ou digital, foi um dos principais fatores que contribuíram para o crescimento de Alimentação –Food Service. “Com a retomada dos salões e o arrefecimento da pandemia, as demandas dos consumidores também mudaram. As redes então correram para se adaptar, ao mesmo tempo que buscaram mitigar os impactos da inflação. Neste novo cenário, não falamos apenas de delivery, mas de lojas menores mais próximas aos consumidores e aconchegantes, com um mix mais enxuto, autoatendimento e interações digitais, como menus, QR Codes, canais de atendimento, pré-pedido etc. Ou seja, não se trata de apenas entregar o pedido na casa do consumidor, mas de proporcionar uma hospitalidade “figita”l completa para o consumidor e mais eficiente do ponto de vista de custos para os empreendedores. Essa força-tarefa impacta de forma positiva no desenvolvimento do setor”, explica Galante.

Andréia Leite

é repórter do Jornal do Commercio
Pesquisar