Oi coloca ‘viés de baixa’ em plano de investimento

Em: 18 de maio de 2009
A Oi, que em janeiro comprou o controle da rival Brasil Telecom colocou um “viés de baixa” nos planos de investimento para 2009, segundo informações fornecidas nesta sexta-feira a analistas
A Oi, que em janeiro comprou o controle da rival Brasil Telecom colocou um “viés de baixa” nos planos de investimento para 2009, segundo informações fornecidas nesta sexta-feira a analistas

A Oi, que em janeiro comprou o controle da rival Brasil Telecom colocou um “viés de baixa” nos planos de investimento para 2009, segundo informações fornecidas nesta sexta-feira a analistas.
O diretor de finanças e relações com investidores, Alex Zornig, afirmou, em teleconferência, que a ­companhia reitera os planos de aplicar entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões este ano, “com viés de baixa para os 5 bilhões, não porque ­estamos deixando de investir, mas porque as negociações com os fornecedores estão ­muito boas”, explicou o executivo.
Segundo ele, “a empresa cresceu e ganhou um poder de barganha maior”, disse Zornig. O resultado da companhia no primeiro trimestre foi afetado pelo endividamento para comprar a Brasil Telecom, mas o executivo explicou que a dívida ainda não atingiu seu pico.

Dívida líquida

A dívida líquida consolidada atingiu R$ 19,2 bilhões em março, com o acréscimo de R$ 9,4 bilhões sobre dezembro de 2008, mas “o pico da dívida virá depois de pagar os dividendos”, o que deve acontecer entre o terceiro e o quarto trimestre.
Este ano, por conta dos investimentos para ­completar a operação em São Paulo, ingressar na região da Brasil Telecom e absorver a ­estrutura da companhia, a ­expectativa de Zornig é que as margens fiquem estáveis. No primeiro trimestre, a margem Ebitda (o quanto a empresa gera de recursos apenas através de suas atividades operacionais, sem levar em consideração os efeitos financeiros e de impostos) foi de 32,9%, já ajustada com os resultados da Brasil Telecom.
A Oi informou ter ­conquistado até o momento perto de 3 milhões de ­clientes no Estado de São Paulo, onde ingressou no ano passado.

Meta para o ano

A meta para o final do ano é chegar aos 5 milhões, disse Zornig. Segundo ele, 65% da base conquistada já fez algum tipo de recarga.
A estratégia para atuar em São Paulo, lembrou ele, foi começar pelo celular pré-pago, “ter a rede estabilizada e agora ingressar na terceira geração com foco maior no pós-pago”.
A empresa inicia a oferta de celular 3G em São Paulo, na próxima semana.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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