Irrigação diminui uso de fertilizantes e torna agricultura mais competitiva

Em: 21 de maio de 2009
“Por meio do sistema de irrigação é possível diminuir 50% do uso de adubos e fertilizantes. A irrigação contribui para tornar a agricultura tropical mais competitiva”
“Por meio do sistema de irrigação é possível diminuir 50% do uso de adubos e fertilizantes. A irrigação contribui para tornar a agricultura tropical mais competitiva”

“Por meio do sistema de irrigação é possível diminuir 50% do uso de adubos e fertilizantes. A irrigação contribui para tornar a agricultura tropical mais competitiva”. A declaração é do consultor em Manejo de Sistemas Agrícolas Tropicais, José Roberto de Menezes, que apresentou o panorama da agricultura irrigada no Brasil em seminário sobre o tema, ontem, na Câmara dos Deputados. Ele informou ainda que o Brasil tem 8% da reserva de água doce da terra.
Segundo Menezes, a média de chuva no município de ­Juazeiro (BA) é de 467 milímetros por ano; em Pelotas (RS), a precipitação média é de 1.363 milímetros e em Sapezal (MT), de 2.081 milímetros. “Precisamos saber armazenar melhor essa água da chuva”, enfatiza.
O aumento da produtividade também é um dos destaques da irrigação. No caso do feijão de sequeiro (sem irrigação) é de 500 quilos por hectare, no irrigado é de três mil quilos por hectare.
O crédito para agricultura irrigada foi abordado pelo diretor de Economia Agrícola do Ministério da Agricultura, Wilson Vaz Araújo, no painel da última terça-feira.
O Seminário Nacional de Agricultura Irrigada e Desenvolvimento Sustentável tratou da política de regulação e gestão do uso da água, os desafios ambientais e fortalecimento institucional.
Foi debatido também o Projeto de Lei 6.381, de 2005, em tramitação no Congresso Nacional, que dispõe sobre a política nacional de irrigação e tem o objetivo de atualizar os fundamentos e instrumentos que norteiam a política para o desenvolvimento da agricultura irrigada no Brasil. O projeto de Lei modifica a Lei de Irrigação – 6.662/ 1979.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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