Manaus ganha Polo de Modas

Em: 1 de junho de 2009
Com investimentos calculados em R$ 2,5 milhões, 13 empresários do setor da moda em Manaus lançaram na quinta-feira, 28, o primeiro polo confeccionista da região Norte para inserir a produção amazonense de moda casual no circuito nacional
Com investimentos calculados em R$ 2,5 milhões, 13 empresários do setor da moda em Manaus lançaram na quinta-feira, 28, o primeiro polo confeccionista da região Norte para inserir a produção amazonense de moda casual no circuito nacional

Com investimentos calculados em R$ 2,5 milhões, 13 empresários do setor da moda em Manaus lançaram na quinta-feira, 28, o primeiro polo confeccionista da região Norte para inserir a produção amazonense de moda casual no circuito nacional. A perspectiva inicial das empresas é a geração de, pelo menos, 3 mil frentes de trabalho em seis meses, além de capacitação de mão-de-obra e gestores das empresas de confecção em Manaus.
O presidente do Sindconf (Sindicato da Indústria de Confecção de Roupas e Chapéus, Material de Segurança e de Proteção do Estado do Amazonas), Engels Lomas de Medeiros, esclareceu que a implantação do primeiro Polo de Modas irá proporcionar às empresas do setor estímulo e auxílio para criar e desenvolver novos projetos, além de servir como amparo na inserção da roupa ‘made in Amazonas’ no ­mercado interno.
O executivo fez questão de frisar que toda a produção do polo irá receber um selo identificador da origem, significando um diferencial na competitividade com outras empresas do setor em nível nacional. “A Amazônia é uma das marcas mais importantes em nível mundial. Queremos aproveitar essa perspectiva de moda conceitual, onde sementes nativas e couro de peixe são utilizados, para lançar tendências e alavancar negócios no mercado brasileiro”, revelou.

Linhas de vestuário serão modernizadas

No entendimento do empresário Aldenor Rodrigues Filho, atuante no segmento de confecções, o polo de modas vai modernizar a produção de roupas adequando as linhas de vestuário às novas exigências do consumidor amazônico. O administrador disse ainda que para participar nesse primeiro grupo, a empresa teve de renovar diretrizes de trabalho, que deverão estar prontas em dois meses. “Agora, o planejamento deverá abordar as vertentes comercial, de comunicação e produção de peças. A partir disso, teremos uma vitrine mais ampla para divulgar produtos com a qualidade amazônida em feiras e programas nacionais”, disse.
O presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Antonio Silva, frisou a palavra ‘sentidos’ quando se referiu ao significado de confecções ‘made in Amazonas’ no cenário nacional. “Sentido enquanto direção geográfica, mostrando que o Amazonas agora faz parte de um eixo importante dentro da cadeia têxtil nacional. Sentido também no que diz respeito aos objetivos do polo, procurando atingir variados setores convergentes com a moda, tais como economia, turismo, gastronomia, saúde, sustentabilidade, geração de emprego e renda, indústria, artesanato e meio ambiente”, disse.
No Amazonas, o setor de vestuário e têxtil detém 0,3% de participação no faturamento global da indústria de transformação do Estado, mas responde atualmente por 5.500 frentes de trabalho formal direta e indiretamente, segundo dados da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus). “A indústria de confecções detém mais de 3.000 empregos diretos. Isso significa que a criação do polo de modas é uma exigência da própria manutenção de empregos com a melhoria na produção e qualidade das peças. A reunião dessas empresas representa deixarmos a condição de Estado meramente importador de confecções para entrarmos definitivamente em nicho de mercado”, acentuou Engels.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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