Em 2003, 25% das exportações brasileiras tinham como destino o principal parceiro comercial, os Estados Unidos da América. Passados 6 anos o valor das exportações para o país mais rico do mundo aumentou, mas o peso daquele mercado caiu para 12% das exportações. Ao mesmo tempo, países como a Venezuela, por exemplo, que comprava o equivalente a cerca de US$ 500 milhões saltou para US$ 5 bilhões nesse mesmo período.
Os números são do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, que lidera uma missão à África ocidental subsaariana com mais de 70 executivos e representantes de associações empresariais brasileiras, em busca de novos mercados preferencias e alternativos aos maduros, mas muito competitivos (principalmente Estados Unidos e Europa).
A África é uma região estratégica para o Brasil, diz o ministro. Para ele, os países africanos são muito mais próximos e estão em um estágio de desenvolvimento em que muitos de nossos produtos têm uma aceitação muito grande. Miguel Jorge e o grupo de empresários de setores como os alimentos, construção civil e equipamentos chegaram na noite de ontem em Acra, capital de Gana.
Os brasileiros também visitam o Senegal , Nigéria e Guiné Equatorial.
Segundo os empresários brasileiros na missão, Gana se destaca entre os países africanos pela estabilidade política e econômica e um comércio bilateral ainda relativamente modesto.
Segundo dados de 2008, foram US$ 344,8 milhões de corrente de comércio (exportações mais importações), francamente favorável ao Brasil (US$ 323,3 milhões de exportações).
Até abril passado, o Brasil acumulou saldo de US$ 55,2 milhões. Mais de 84% da pauta de exportação foi de produtos industrializados (açúcar refinado, carne de frango, fios e barras de ferro e aço, álcool etílico, tintas, caixas e embalagens, entre outros). Neste ano, o Brasil importou principalmente a borracha natural.
Miguel Jorge defende o comércio mais intenso e equilibrado com os países africanos. O discurso vai ao encontro das aspirações ganenses: “minha ambição como embaixador é contribuir para que o comércio se equilibre, disse o embaixador de Gana no Brasil, Samuel Kofi Dadey.
De acordo com ele, Gana tem muito interesse em aprofundar as relações comerciais com o Brasil. Nós próximos meses, o Brasil deve fechar negócio com Gana para a construção de duas hidrelétricas, uma usina de etanol e tanques para armazenamento de combustível próximos ao porto de Tema, ao redor de Acra.
Esta é a segunda missão de empresários brasileiros no continentee. No ano passado as exportações para a África atingiram US$ 26 bilhões.
Empresários brasileiros chegam à África em busca de novos mercados
Em: 9 de junho de 2009
Em 2003, 25% das exportações brasileiras tinham como destino o principal parceiro comercial, os Estados Unidos da América
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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