Depois de enfrentar e ultrapassar o período pandêmico, inclusive tendo que se reinventar em Manaus, boa parte dos restaurantes, lanchonetes, e bufês da cidade como por exemplo, o Restaurante e Panificadora Eliza, o Terra& Mar que faz parte do Grupo Dedé, e todas as franquias que fazem parte desse mesmo grupo, o Picanha Mania, Restaurante El Shadai, já estão se preparando para atender toda a demanda nas festas de final de ano e com muitas novidades para quando dezembro chegar. Por outro lado, no centro da capital, boa parte dos médios e pequenos restaurantes e confeitarias, por conta do alto custo dos produtos, (crise financeira) vão se manter somente com o que tem vendido, de acordo com os pedidos, sem muitas inovações para as festas natalinas.
O proprietário da Panificadora e Restaurante Eliza Festas, Samuel Toledano, garante que este ano, em relação ao ano passado, a tendência é aumentar as vendas. “As expectativas são boas para o Natal e o Réveillon, e, o aumento da demanda é certo, mesmo que algumas pessoas estejam melhorando o setor financeiro”, disse ele.
Segundo Samuel para este ano terá muita saída os pratos de Chester, Tender Pernil, o tradicional bacalhau, o filé, tudo para encomendas e para acompanhamento as sobremesas como tortas de morango, torta de sonho de valsa, rabanadas etc… especialmente para quem não tem tempo e/ou não gosta de cozinhar. “Estamos preparando também uma ceia completa para atender a nossa clientela e podem ficar à vontade para consumir no restaurante ou levar para casa, ainda, estamos organizando vários kits que envolvem diversos itens de ceia, ou itens individuais. Assim, para acompanhamento, teremos arroz natalino, kirchner, lasanha, e diversas sobremesas de sonho de valsa, e maracujá, dentre outras”, disse Toledano. No Eliza, o custo dos pratos será de acordo com a demanda, mas serão acessíveis ao público em geral.
O gerente Técnico do Grupo Dedé, e também do Restaurante Terra&Mar, Eraldo Oliveira, disse que está confiante de que o Natal deste ano, para o comércio, será melhor que os anos anteriores, e, assim, “projetamos um aumento de 15 a 20% em relação ao ano de 2021”, reiterou.
Para este ano de 2022, diz Eraldo, “faremos o tradicional bacalhau, pacotes de fim de ano, para as famílias e para os amigos, e, como estamos na época de copa agora em novembro, estamos preparando diversas novidades para superar as expectativas dos clientes”.
O gerente Técnico reitera ainda, que, o Grupo Dedé, fará os tradicionais pratos da ceia de todo ano, tais como: o bacalhau, o pernil e uma infinidade de produtos, e diversos tipos de pratos e saladas de bacalhau. E, “também, teremos para as pessoas que não têm tempo de fazer em casa e/ou não gostam de cozinhar, teremos pratos de bacalhau, para entrega em casa”. Outra, ainda teremos os deliverys, para o público que vive ocupado no trabalho e não tem como preparar os pratos, e novidades no ifood, a pessoa solicita e será feita a entrega”, finalizou.
Mas, do outro lado da cidade, no Centro de Manaus, se percebe ainda uma infinidade de restaurantes, bares e confeitarias que, pretendem vender somente o que estão fazendo no momento, como comidas caseiras, refrigerantes, sucos, e bebidas diversas. A maioria dos proprietários e/ou donos dos restaurantes dizem que a crise financeira ainda está muito forte para este setor de alimentação, e, por conta disso, preferem continuar o que “está dando certo”.
Tem-se, então, no Centro da cidade, o Restaurante/Lanchonete, El Shaddai, o gerente geral, Hudson Tomaz, falou que faltou tempo para pensar no assunto, mas, como a demanda é grande e a logística é boa, vai estudar uma forma de viabilizar o serviço. Pretende pensar no modo de fazer para o fim de ano Filé, Chester, Bacalhau, Peru e rabanadas somente, disse.
Mas para a responsável do Restaurante “Sabor Amazônico”, Maria do Socorro, “o período pandêmico passou, mas ainda estamos sentindo no nosso financeiro”, pois o restaurante desde 2019 não trabalha mais com os pratos natalinos devido ao alto custo de os produtos para a produção e a demanda não ser confiável no momento, finalizou.
O famoso “jeitinho brasileiro”:
A dona de casa Geisa Brito, (24), mineira e moradora da zona Leste de Manaus, disse que prefere se juntar com os demais membros da família e fazer os pratos da Ceia Natalina. Para a jovem senhora, não vale a pena encomendar, pois, para uma família grande e/ou numerosa, o jeito mesmo é inovar com bom sabor e disposição.
Geisa, reclama dos tipos de saladas que uma vez encomendou e não estava de acordo com o desejo das pessoas: “não, prefiro eu mesma fazer junto com a família porque o custo é mais barato e todos comemos à vontade”, reiterou a senhora.
A secretária Alessandra, do bairro da Cidade Nova II, acredita que é melhor encomendar porque não tenho mais trabalho de fazer. “Quando chego cansada à casa do trabalho, ainda tenho que fazer, mas se for feita a encomenda, é bem melhor apesar do custo ser maior”, disse ela.
Para dona Maria, moradora do Jardim Sakura, “eu acho melhor produzir os pratos em minha própria casa, pois, além de eu economizar dinheiro, sempre faço mais e todos ficam felizes”, falou a senhora. “Eu sempre faço algo diferente e que todos gostam aqui em casa”, finalizou a senhora.
Por Lia Mônica
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