A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) acumulou seu nono pregão de queda em 15 dias úteis de junho na sessão da segunda-feira, 22. Antecipando uma semana de nervosismo, o investidor optou por acentuar o movimento de realização de lucros (venda de papéis valorizados) já visto desde o início deste mês.
Na Europa e nos EUA, as Bolsas de Valores desabaram, enquanto o dólar valorizou. E num ambiente de maior aversão ao risco, a taxa de câmbio doméstico bateu a marca dos R$ 2, o que não ocorria desde o final do mês de maio.
O termômetro da Bolsa, o Ibovespa, perdeu 3,66% no fechamento, aos 49.494 pontos. Trata-se do menor patamar da Bolsa desde o dia 15 de maio deste ano.
O giro financeiro foi de R$ 4,62 bilhões, recuperando volume após duas sessões de poucos negócios. Nos Estados Unidos, a Bolsa de Nova York fechou em queda de 2,35%.
Já o dólar comercial foi vendido por R$ 2,024, em alta de 2,58%. A taxa de risco-país marca 309 pontos, número 6,18% acima da pontuação anterior. “O mercado está mais ansioso e espera alguma volatilidade até quinta-feira, pelo menos. Por esse motivo alguns já começaram se antecipar, saindo da Bolsa e correndo para o dólar”, comenta Luiz Carlos Baldan, diretor da corretora de câmbio Fourtrade. “As informações que estão vindo do exterior não são nada satisfatórias”, acrescenta. Efetivamente, o saldo negativo de investimentos estrangeiros na Bolsa atingiu a marca de R$ 1 bilhão pela primeira vez desde novembro do ano passado. Até o pregão do dia 17, as vendas de ações por “não-residentes” superaram as compras por R$ 1,304 bilhão.
O dia já começou azedo para os investidores. Tanto o boletim Focus, preparado pelo Banco Central brasileiro, quanto um informe do organismo internacional Banco Mundial, trouxeram projeções mais pessimistas para a economia brasileira e global.
Revelou que a maioria dos economistas do setor financeiro piorou as projeções para a queda do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro: a contração esperada passou de 0,55% para 0,57%. Já o Banco Mundial apontou que a economia mundial deve encolher 2,9% neste ano, com uma recuperação de 2% no ano que vem. Os piores números, no entanto, são reservados para as economias mais avançadas: o organismo internacional estima queda de 4,5% para a economia da zona do Euro, de 3% nos Estados Unidos e de 6,8% no Japão. Algumas dessas taxas são ainda piores que as estimativas divulgadas no início do ano. No caso do Brasil, o organismo estimou uma contração de 1,1% do PIB brasileiro neste ano.
“De maneira geral, as novas projeções ficaram mais pessimistas do que as do FMI (Fundo Monetário Internacional) divulgadas em abril”, comenta a equipe de analistas do banco Fator.
Bovespa registra forte queda de 3,66% e perde os 50 mil pontos
Em: 23 de junho de 2009
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) acumulou seu nono pregão de queda em 15 dias úteis de junho na sessão da segunda-feira, 22
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Veja também


Com 11,4 milhões de passageiros, transporte aéreo cresce 2,5% em agosto
21 de setembro de 2026

Candidatos não podem ser presos, a não ser em flagrante, até o fim do 1º turno
21 de setembro de 2026

Samba Manaus se aproxima da despedida
21 de setembro de 2026

Candidatos não podem ser presos, a não ser em flagrante, até o fim do 1º turno
21 de setembro de 2026

Amazonas define representante para o maior campeonato de batalha de rima do Brasil
21 de setembro de 2026

Anvisa manda apreender medicamento falsificado para câncer de mama
21 de setembro de 2026

Petróleo fecha em queda com otimismo para oferta e negociações
21 de setembro de 2026