Cardápio da ceia de fim de ano está 28% mais caro

Em: 6 de dezembro de 2022

A ceia natalina de 2022 vai ser novamente de substituição de cardápio para as famílias.Dados da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) indicam que o preço da cesta de Natal subiu de R$ 256 para R$ 328 em 2022 um aumento de 28% quando comparado este ano ao ano passado, a estimativa é de que a variação fique em torno de 13% com base na tabela do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). 

Conforme a Fipe, alguns produtos sazonais costumam apresentar oscilações altas nos preços até a chegada do Natal impactando o custo final da cesta. Para o presidente do Corecon-AM (Conselho Regional de Economia do Amazonas), Marcus Evangelista, novamente o consumidor vai ser surpreendido com o preço dos produtos natalinos. “Isso tem acontecido ano a ano e 2022 não vai ser diferente”.

A alternativa, segundo ele, é a tradicional pesquisa de preço. As famílias devem organizar sua agenda e pesquisar,  visitar pelo menos três a quatro estabelecimentos comerciais e procurar onde o valor está mais acessível. “É interessante essa pesquisa, pois cada empresa tem seus custos e consequentemente o preço acaba sendo diferente de um local para o outro”. 

De acordo com Evangelista, uma outra opção que está sendo colocada em prática é a substituição dos produtos, por exemplo, o peru vem sendo substituído por outras aves.  O bacalhau é substituído por produtos regionais. “A pessoa tem que utilizar a criatividade para tentar driblar esses produtos mais caros e ao mesmo tempo conseguir realizar a sua ceia natalina. É importante aderir a essa tendência porque no momento que nós estamos vivenciando um cenário de inflação a tendência é que os produtos, principalmente, os importados se tornem cada vez mais caros para o período natalino”, ressaltou. 

O presidente da Amase (Aasociacao Amazonese de Supermercados), Bruno Braga, entende considerou que apesar da alta dos preços, o Amazonas foi o estado da região Norte que mais gerou postos de trabalho em 2022, com isso a renda familiar vem se mantendo “estamos otimistas em relação ao crescimento do consumo de produtos natalinos deste ano”.

O vice-presidente da entidade , Ralph Assayag, lembrou que no ano passado as pessoas foram forçadas a comprar outro tipo de produto mais barato . Ele ressaltou ainda que a diminuição no consumo das famílias  vem seguindo um momento em que a substituição de produtos é a saída. “O consumidor tem mudado a marca predileta de produtos e diminuindo a compra de itens que caibam no seu orçamento por causa da inflação e ainda assim registramos menor consumo”, atenta o vice-presidente da entidade, Ralph Assayag.

Produtos

Informações da CNN Brasil, revelam que , um levantamento realizado pelo economista da UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora), Fernando Agra, divulgado na sexta-feira (25), a um mês para o Natal. O estudo apresentou uma projeção de preços com base nos dados do IPCA, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A pesquisa analisou 28 produtos que costumam fazer parte da ceia de Natal de uma família brasileira. A maionese, por exemplo, deverá ter uma alta de aproximadamente 30% na comparação entre dezembro de 2022 e o mesmo mês do ano passado. Já o preço das aves, em média, deverá ficar 5% mais caro no mesmo período analisado.

Em contrapartida, a carne de porco e o arroz devem registrar uma queda no custo de 3% e 4,6%, respectivamente.

O aumento no custo dos produtos foi puxado, principalmente, pelo avanço da inflação no país ao longo dos últimos meses. Além disso, Fernando Agra aponta o encarecimento do dólar como outro fator responsável pela escalada no preço dos itens natalinos.

“Além da inflação, a taxa cambial mais alta também afeta o custo dos produtos da ceia de Natal. Com um dólar crescente, frente ao real, a exportação dos produtos brasileiros aumenta e, consequentemente, faz a oferta no mercado interno cair, o que gera um encarecimento dos produtos”, explicou o pesquisador da UFJF.

A sobremesa nesta ceia de Natal também será mais cara, por conta do aumento do valor do leite condensado, da manteiga e do açúcar. Respectivamente, os itens devem ter uma alta de preço de 32,6%, 23,1% e 5,9%, segundo o levantamento.

“Algumas frutas também subiram, e ajudaram no encarecimento da sobremesa para a ceia de Natal neste ano. A manga e o melão, que tiveram safras impactadas pela crise hídrica no Brasil em 2021, registram alta nos custos de aproximadamente de 30% no período”, diz Fernando Agra.

Por Andréia Leite

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Andréia Leite

é repórter do Jornal do Commercio
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