Com as vendas acima do esperado, os shopping centers tiveram incremento de 5,9% no Natal deste ano em comparação ao mesmo período de 2021. O resultado faz parte do ICVA (Índice Cielo do Varejo Ampliado), elaborado pela Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers). A sondagem considerou a movimentação entre 19 a 25 de dezembro, confirmando que os números superaram as projeções do setor com a prévia de aumento em torno de 4%. Os dígitos correspondem a um movimento de R$ 5,6 bilhões no período.
Na avaliação do presidente da Abrasce, Glauco Humai, o resultado positivo das vendas de Natal é um grande indicativo de como o setor se fortaleceu neste ano, caminhando para a recuperação total das perdas do período pandêmico. “O cenário de arrefecimento da inflação abre espaço no orçamento familiar para o consumo de bens e contribui para a elevação da confiança dos consumidores. Além disso, a expansão das vagas de trabalho, que traz aumento para a massa de rendimentos do trabalhador, possibilita a aquisição de mais itens. Aliada a isso, a recuperação no fluxo de visitantes também colaborou intensamente para os bons resultados do Natal”, afirma o executivo.
A vice-presidente da Alasc (Associação dos Lojistas do Amazonas Shopping Center), Alessandra Sena, comentou que este praticamente é o primeiro Natal após a pandemia, que veio a movimentar nessa última semana, pois sofreu impacto dos Jogos da Copa. “Mas tivemos um incremento de vendas em função do volume aumentado de fluxo de pessoas no shopping, fora a confiança dos consumidores que motivou esse movimento”, avaliou.
Lojas de vestuário comemoram o desempenho. O segmento chegou a faturar 6% a mais que as vendas do Natal de 2021. Entre as opções favoritas para presentear a família, opções de modelos não faltaram. “O nosso volume de vendas foi bem superior ao ano passado. Com muita diversificação de cores e modelos, nossas mercadorias tiveram muita saída. Já estamos ansiosos para o Réveillon”, informou o consultor de vendas Rogério Silva.
O que confirma a Abrasce onde as categorias que poderiam ter destaques de vendas no fim de ano a de vestuário liderava a intenção (81%). Além disso, as seguintes categorias deverão ser destaques de vendas no fim de ano: perfumaria e cosméticos (81%), calçados (63%), eletrônicos (61%), brinquedos (58%) e joalheria (40%) e artigos esportivos (31%)..
Para Glauco Humai, no processo de recuperação das perdas da pandemia, os números deste Natal mostram que o setor está fechando o ano com chave de ouro. “A recuperação no fluxo de visitantes também colabora para os bons números deste Natal”, afirma o executivo.
Glauco Humai, enfatizou que os bons resultados do ano são a confirmação de que o segmento não está apenas recuperando dos danos sofridos pela pandemia da Covid-19, mas entrando em uma rota de avanço sustentável. “Os shoppings têm apresentado um crescimento consistente neste período e contribuindo para o desenvolvimento econômico do país”. Glauco já projetava que o aumento nas vendas seria gradual e contínuo no segundo semestre de 2022, alavancado pela Black Friday e Natal.
Ele acrescentou que o desempenho positivo dos shoppings é reflexo do crescente aumento de público, da boa oferta de produtos, além da comodidade e segurança que os empreendimentos oferecem aos consumidores. “Outro fator interessante são as campanhas de marketing desta época do ano, que impactam positivamente as vendas no período. Além disso, por serem mais do que centros de compras, os shoppings ainda agregam outras opções de lazer e conveniência atraindo, assim, um público cada vez mais plural e gerando novas oportunidades de negócios aos investidores”, finaliza o executivo.
Ticket
De acordo com os dados, o ticket médio registrado neste Natal foi de R$ 205, o que também representou um aumento de 8,5% em relação ao ano passado, quando o setor apresentou um valor médio R$189. As lojas de rua registraram um ticket médio de R$ 105, o que significa um aumento de 2,9% frente ao ano anterior (R$ 102).
Conforme estimativa da CDL-Manaus, sobre o Natal, os shoppings centers ocupam o segundo lugar como local escolhido para as compras de 40% dos entrevistados. O Centro da cidade é a escolha de 46% ocupando a liderança. Seguidos de lojas de bairro 22%, internet e lojas virtuais 16%, supermercados 15% outros estabelecimentos não listados 5%.






