A temporada de saldão, tradicional momento que marca a pós-festividade de fim de ano, é o momento que o consumidor aguarda para encontrar boas oportunidades, ainda mais em um cenário com produtos que prometem condição de pagamento melhor com preços mais acessíveis. A ideia é esvaziar os estoques após o varejo garantir incremento de 6% nas vendas natalinas de 2022. Conforme pesquisa da CDL-Manaus (Câmara dos Dirigentes Lojistas do Estado do Amazonas), a receita bruta do segmento alcançou R$ 1,47 bilhão.
A prática comum no primeiro mês do ano com as promoções, oferece vantagens que variam, dependendo do setor e da loja, mas é possível encontrar ofertas com até 50% de desconto. A expectativa é que a grande movimentação no fluxo dos clientes ao longo do mês de dezembro, deva se estender até a segunda quinzena de janeiro ou prolongar conforme a escolha da loja.
A tendência que ocorre todos os anos, são bem focadas em confecções e calçados e ofertam produtos de acordo com seus estoques. A informação é do presidente da FCDL-AM (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado do Amazonas), Ezra Azury Benzyon. “Se o cliente garimpar bem acaba conseguindo bons descontos e fazendo um bom negócio. A dica é procurar porque as oportunidades de ofertas dos produtos são variadas”, disse.
Conforme Ralph Assayag, presidente da CDL- Manaus, de olho na ‘queima de estoque’, as varejistas aproveitam o momento para manter o aquecimento. Além disso, é importante que o cliente que guardou ou deixou de comprar no fim de ano, tenha oportunidade de adquirir aquele tão desejado produto com preços mais baixos.
“Nesta sexta-feira as lojas darão início a queima do saldão, fazendo levantamento de tudo que não conseguiram vender para desfazer os estoques. O mesmo comportamento deve ocorrer nos supermercados com descontos de 50%, inclusive de produtos que só conseguem ser comercializados durante esse período do ano e guardar no estoque significa perder dinheiro. A ideia é restabelecer valores para comprar novos”, afirmou.
O lojista Omar Ibrahim confirmou que os últimos dias foram de sondagem dos produtos que não venderam selecionadas as quantidades de peças por departamento. “Realizamos as nossas promoções com descontos de 30% a 40% em cima do que ficou retido. Mas graças a Deus boa parte das roupas venderam até porque ano após ano a gente vai ganhando experiência e já sabe a mercadoria que tem ou não saída a gente começa a acertar mais”.
Segundo ela, muita gente tem procurado esses saldos e está garimpando as ofertas. É o caso da professora Renata Pinheiro que economizou nas compras de fim de ano para garantir a aquisição de alguns produtos neste início de ano. “Eu aproveito porque deixei de comprar mais caro justamente para adquirir agora. Eu sempre acho boas ofertas durante essa época e faço isso todos os anos”, garantiu.
Além de renovar o guarda-roupa, ela contou que busca também por eletrônicos e perfumaria. “Comprei um perfume R$ 30 mais barato que na época do Natal, ou seja, valeu a pena esperar”.
Oportunidades
Já é possível adquirir calçados com descontos no centro da cidade. Tem loja que está praticando ofertas de até 30% com parcelamentos sem juros. “Muita gente está adquirindo calçados já para o ano letivo. Estamos com facilidade nos pagamentos estendido por meio do crediário”.
“Janeiro pode ser um mês decisivo e um termômetro para o equilíbrio do varejo. Agregando ainda com as compras de uniformes para o início do ano letivo, nossos estoques de calçados estão com grande procura. Sapatos colegiais e tênis são os mais demandados”.
Orientação
É importante salientar que a promoção é uma opção das lojas, mas não suprime direitos. “As garantias e demais direitos são todos iguais. A única coisa que a loja, nas compras presenciais, pode fazer é, dentro da política de troca, não ofertar a troca de produtos em promoção, lembrando que só nas compras presenciais. Já nas online, aplica-se o art. 49 do CDC (Código de Defesa do Consumidor)”, ressalta o diretor-presidente do Procon-AM, Jalil Fraxe.
Opinião
A período de saldão e promoções é o momento em que os comerciantes apostam em oportunidades para liquidar os estoques, no entanto, dentro do cenário econômico o país está passando por um período de sazonalidade econômica negativa, ou seja, a procura por bens e serviços está menor porque o mercado em dezembro esteve bastante aquecido. É o que avalia o economista Eduardo Souza. “A tendência e a movimentação do mercado é que os preços dos produtos e serviços baixem para que o varejista consiga manter de certa forma esse mercado aquecido. Tendo um volume de vendas razoável para tentar ter um faturamento suficiente para tocar esse período do ano, geralmente um pouco parado economicamente”.
Ele orienta que o consumidor aproveite esse momento de baixa sazonalidade que o preço está mais acessível para tentar buscar ofertas melhores. “Na realidade, a técnica ideal seria ter segurado um pouco mais o dinheiro durante o fim do ano em que o mercado estava com os preços mais elevados para realizar as compras neste início de 2022. Aproveitando as oportunidades que o próprio mercado vai trazer com descontos ou vantagens como algum tipo de benefício atrelado a compra de produtos e serviços”.
Ou seja, em resumo o que poderia ser feito era o consumidor reter esse valor e postergar esse consumo, justamente para essa época que tem a vantagem dos preços mais atrativos. “Perde-se um pouco a diversidade de produtos, mas tem a vantagem financeira na questão do custo benefício”.







