Com investimentos em torno de R$ 300 mil, a Sepror (Secretaria de Produção Rural) inaugurou a 2ª Horta Coletiva de Manaus no ramal Nova Esperança, comunidade Valparaíso, bairro Jorge Teixeira, zona Leste. São aproximadamente 470 casas de plantação de hortaliças como alfaces, cebolinhas e coentro. Cada uma das casas, feitas de madeira, tem uma área média de mil metros quadrados e, no total, serão gerados mais de 1,3 mil empregos diretos.
Na inauguração foi lançado um projeto piloto de uma casa de vegetação com estrutura de ferro. Com 175 metros quadrados, ela garante maior qualidade das plantas cultivadas no local. “Em dias de fortes chuvas ou até de temporal, a proteção das casas permanece intacta quando a estrutura é de ferro, o que não acontece quando a estrutura é de madeira – que dura apenas quatro anos”, comentou o subsecretário da Sepror, Ferdinando Barreto.
De acordo com ele, o custo de uma casa de ferro é maior, mas em compensação o agricultor tem uma plantação mais viçosa e protegida das pragas comuns. “As hortaliças cultivadas aqui precisam de qualidade porque vão ser direcionadas para merenda escolar, familiar, além de gerarem emprego e renda para as mais de 400 famílias que moram na comunidade”, enfatizou Barreto ao dizer que a casa de vegetação também é considerada ecologicamente correta. “As hortaliças crescem até mais rápido com essa estrutura”, destacou. A meta da Sepror é entregar mais 40 casas de vegetação com tecnologia aprimorada até o fim do ano. O valor para investimento é de cerca de R$ 11 mil.
Benefício para a comunidade
Um dos agricultores beneficiados com o espaço é Francisco Lopes, que possui uma casa com capacidade de produção de 4 mil maços de hortaliça por mês. Lopes comercializa o material cultivado para atravessadores e cada maço custa a partir de R$ 0,70. A Associação dos Agricultores do Valparaíso é composta por 98 pessoas que são amparadas pelo Idam (Instituto de Desenvolvimento Agropecuário do Estado do Amazonas) e possui convênio com a Sepror. Conforme o presidente da associação, Aluízio Pereira, a comunidade Valparaíso é muito beneficiada com a instalação das casas de vegetação. “Tem muita gente que pensa que aqui não faz mais parte de Manaus por conta da distância. Agora, com essas casas, a comunidade vai ser mais conhecida e vai receber mais benefícios, como serviços de saúde, alimentação e educação, entre outros”, declarou. Ainda de acordo com o presidente, os agricultores produzem cerca de 175 mil maços de hortaliças por ano no local.







