O podcast Jaraqui com Economia recebeu, esta semana, o pesquisador e professor Sandro Breval para falar sobre maturidade das indústrias, revolução 4.0 e gestão. Durante o bate-papo, o especialista falou sobre a importância de se transformar os processos de manufatura tradicional em manufatura avançada, baseada na maturidade e prontidão da indústria.
Para ficar mais fácil a conversa, Breval explica que essa curva exponencial que diferencia as manufaturas, pode ser alcançada com base em três eixos: gestão, processo e tecnologia. “A gestão e o processo estão muito ligados à maturidade e a tecnologia ligada à prontidão. A ideia é medir o quão longe se está da nova curva, que seria a manufatura avançada”.
Em bate-papo com os apresentadores e economistas de renome no Amazonas, Michele Aracaty, Mourão Júnior e Jefferson Praia, Breval não podia deixar de comentar o Polo Industrial de Manaus que, segundo ele, há inúmeras iniciativas de indústria 4.0 na indústria do Amazonas. “A indústria 4.0 impacta no excedente de consumo, ou seja, se eu produzia 1.000 por hora com 20 pessoas e agora eu faço 2.800 por hora com 20 pessoas significa dizer que eu tenho um custo menor, o que me permite entregar ao mercado uma precificação menor, portanto visando um consumo mais alto. Essa e a lógica da indústria 4.0”, ensina, ressaltando que é diferente da lógica da indústria 4.0 surgida em 2011, que focava mais na customização em massa com eficiência e introdução tecnológica.
A revolução 4.0 surgiu com a necessidade da indústria retomar o protagonismo produtivo e em receita nos países desenvolvidos e hoje traz essa constante mudança de processos tecnológicos, agregando novas soluções e propiciando ganhos na cadeia de valor. “É claro que as pessoas não estão preparadas para as novas tecnologias. É necessário ter capacitação e qualificação. E não necessariamente a indústria 4.0 e as novas tecnologias vão ocasionar perda ou redução de postos”, garantiu.
Sandro Breval garantiu que as empresas estão investindo em capacitação. “No Polo Industrial, nos setores de eletroeletrônicos, bens de informática, duas rodas e termoplásticos, quase 70% da mão-de obra você já ve os operadores olhando para os gráficos digitais. O que está em jogo não é mais o fluxo de materiais, são as informações que esse fluxo contêm”, revelou.
Durante a entrevista, o professor falou ainda sobre o processo de formação dos alunos nas universidades locais e a grande questão é se eles estarão minimamente preparados para o que vão encontrar nas fábricas. “Acho que está meio distante. Há questões técnicas nos cursos e falta fazer com que os alunos vivenciem a realidade”, disse, lembrando outros problemas que estes deverão enfrentar. Vale a pena assistir ao programa na íntegra. Para isso, acesse o site www.jcam.com.br ou busque nas nossas redes sociais.
Sobre o programa
O programa/mesacast Jaraqui com Economia, há 6 anos no ar, é um projeto de extensão das atividades da Ufam (Universidade Federal do Amazonas), com parceria do Jornal do Commercio e UniNilton Lins, falando de economia, com possibilidade da participação de estudantes da instituição acadêmica e contribuição para o desenvolvimento regional.
A gravação e transmissão é realizada pelo site www.jcam.com.br e pelas redes sociais do Jornal do Commercio (@jcommercio). Vai ao ar às quartas-feiras com apresentação e produção dos docentes e economistas Mourão Júnior, Jefferson Praia e Michele Aracaty.
Por Lilian D’Araujo
@lydcorr






