Pix é protagonista dos pagamentos em pequenos negócios do Amazonas

Em: 14 de junho de 2023

Ter facilidade e acesso aos pagamentos por meio do celular nunca foi algo tão significativo como nos dias de hoje para os consumidores e empresas. O Pix está entre os principais sistemas de pagamentos, principalmente dentro dos pequenos negócios no Amazonas. É o que revelou a 3ª edição da pesquisa “Pulso dos Pequenos Negócios” realizada pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) em parceria com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Conforme os dados, 160 empreendedores no Amazonas nas categorias MEI (Microempreendedor Individual), ME (Microempresa) e EPP (Empresas de Pequeno Porte)  utilizam a modalidade como a principal forma de pagamento utilizada pelos clientes, correspondendo a 50% dos pequenos negócios.  

De acordo com os números, o percentual de empreendedores que oferecem o Pix no Amazonas ultrapassa a média nacional que é de 41%. Entre as outras formas de adoção de pagamento pelos pequenos, o dinheiro e o cartão de crédito, surgem como a segunda opção 14%, na sequência, aparecem o boleto 9% e cartão de débito 6%. No Estado, os pagamentos com Doc e Ted representam 6% e outras formas somam 4%.

A nova modalidade de pagamento deu início aos cadastros  há pouco mais de dois anos, desde então houve um crescimento vertiginoso em adesões, criando rapidamente novos hábitos e mudando a realidade de pessoas e instituições financeiras. 

Na avaliação do economista Eduardo Souza, a sondagem comprova que o Pix é um enorme motor de inclusão social porque por ser barato, conveniente e seguro. “Essa relação de pagamento tem a ver com o modo de consumo. A gente percebe que os mercados estão cada vez mais digitalizados e não se aplica só a quem comercializa e quem consome, mas também na forma de produto. É uma forma mais segura, mais viável, além de possibilitar uma margem de negociação, considerando que é um pagamento à vista e integral e com redução de taxas, são mais atrativas e acabam facilitando e dando prioridade para que as pessoas optem pelo pagamento via Pix”. 

Protagonismo

Desde a chegada do pagamento instantâneo, a microempresa do empreendedor Giovane Matos, o Pix mantém a liderança no pagamento dos serviços. “Eu fico impressionado com a preferência dos clientes em efetuar o pagamento através do Pix. Ele é o protagonista. Eu acredito que foi uma adesão automática. Ninguém quer mais sair com cartões e nem com dinheiro, também por medo de assaltos. Em relação aos cartões, o Pix ultrapassa as operações”, afirmou ele. 

Por dentro

Balanço da Febraban de 2022, mostrou que o Pix o ano com mais de 24 bilhões de transações, média de 66 milhões de operações diárias, consolidando-se como meio de pagamento mais popular do Brasil, revelando a eficiência e grande aceitação popular da ferramenta, que trouxe conveniência e facilidades para os clientes em suas transações financeiras do dia a dia. As transações do Pix superam as de cartão de débito, boleto, TED, DOC e cheques no Brasil, as quais, juntas, totalizaram 20,9 bilhões.

No ano passado, foram transacionados pelo Pix R$ 10,9 trilhões, revela levantamento feito pela Febraban sobre meios de pagamento, com base em dados divulgados pelo Banco Central e pela Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartão de Crédito e Serviços). Neste quesito, o Pix está apenas atrás da TED (Transferência Eletrônica Disponível), que, no ano passado, transacionou R$ 40,7 trilhões.

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Isaac Sidney é presidente da Febraban

“As transações feitas com o Pix continuam em ascensão, batendo recordes a todo momento, contribuindo para maior inclusão financeira. E nosso levantamento mostra que a população está usando o Pix como meio de pagamento de menor valor, como foi previsto à época do lançamento da ferramenta, fazendo com que o número de transações aumente em um ritmo acelerado. São pagamentos rotineiros do dia a dia, e desta maneira, o cliente evita o saque e transporte de dinheiro”, avalia Isaac Sidney, presidente da Febraban. “Já para transações maiores, a predileção é pela TED, e ainda há uma parte considerável em valores transacionados por boletos, com R$ 5,3 trilhões.”

Sobre a pesquisa do Sebrae

O levantamento coletou dados entre os dias 24 de abril e 2 de maio de 2023, por meio de formulário on-line. Ao todo, 7.537 empreendedores responderam aos formulários em 26 estados e no Distrito Federal.  O erro amostral é de +/- 1% para os resultados nacionais e o intervalo de confiança é de 95%.

Andréia Leite

é repórter do Jornal do Commercio
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