Transação envolvendo BNDES e Petrobras eleva dívida pública

Em: 21 de agosto de 2009
Uma operação financeira envolvendo o Tesouro Nacional, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e a Petrobras afetou os resultados da dívida pública em julho
Uma operação financeira envolvendo o Tesouro Nacional, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e a Petrobras afetou os resultados da dívida pública em julho

Uma operação financeira envolvendo o Tesouro Nacional, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e a Petrobras afetou os resultados da dívida pública em julho.
A dívida pública federal cresceu 1,57% em julho, em relação a junho, e chegou a R$ 1,457 trilhão, segundo dados do Tesouro Nacional.
O aumento se deve a uma emissão de títulos da dívida para repasse de recursos ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) no valor de R$ 25 bilhões. Sem essa operação, a dívida teria caído em R$ 2,5 bilhões no mês passado.
Esses títulos já foram utilizados pelo BNDES, em julho, para financiar a Petrobras. De acordo com o Tesouro, ao invés de vender os títulos e emprestar o dinheiro, o BNDES fez o empréstimo para a estatal do Petróleo na forma de títulos públicos.
Em março, já haviam sido emitidos R$ 13 bilhões em papéis prefixados (LTN) para reforçar o caixa do banco estatal de desenvolvimento. Em junho, foram emitidos mais R$ 26 bilhões, com diversos tipos de títulos. Agora, foi feita nova emissão com títulos atrelados à taxa básica de juros, as chamadas LFTs.
Ao longo do ano, serão feitas novas emissões, que podem chegar a até R$ 100 bilhões. O dinheiro será utilizado para reforçar os empréstimos do banco nesse momento de crise provocada pela falta de recursos para crédito. Com essa operação, o valor da dívida ficou acima dos R$ 1,397 trilhão registrados no final de 2008, mas se mantém dentro das metas do governo para esse ano. O Plano Anual de Financiamento do Tesouro Nacional prevê uma dívida entre R$ 1,45 trilhão e R$ 1,60 trilhão no final de 2009.

Queda do dólar

O aumento se concentrou na dívida interna, que teve um incremento de 2,12%, para R$ 1,349 trilhão. A emissão de novos títulos superou os resgates em R$ 16,6 bilhões. Além disso, houve um impacto de R$ 11,4 bilhões por causa dos juros.
A valorização do real frente ao dólar evitou um aumento maior do endividamento público. A dívida pública federal externa, que representa 7,36% da dívida total, caiu 4,9%, para R$ 107,2 bilhões (US$ 57,24 bilhões).

Custo menor

Apesar do aumento da dívida total, o custo médio em 12 meses caiu de 14,07% ao ano para 13,48% a.a..
Com a emissão do BNDES, a participação dos papéis indexados à taxa básica de juros (Selic) subiu de 34,80% para 36,92%.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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