As exportações e as importações brasileiras apresentaram crescimento nas três primeiras semanas de agosto em relação a julho, segundo dados da balança comercial divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento. As exportações somaram US$ 9.60 bilhões nesse período, aumento de 4,1% na média diária. Na comparação com o mesmo período do ano passado, que é afetada pelos efeitos da crise econômica, houve queda de 31,9%.
Já as importações ficaram em US$ 7.57 bilhões -aumento de 3,5% em relação ao mês anterior e queda de 39,3% na comparação anual.
A diferença entre exportações e importações resultou em um superavit comercial de US$ 2.03 bilhões, resultado 23,9% maior que o registrado no mesmo período do ano passado.
No acumulado do ano, a balança comercial apresenta superávit de US$ 18.943 bilhões (média diária de US$ 118.4 milhões), alta de 11% na comparação da média diária. A média diária de exportações caiu 24,8% neste ano.
Nas importações, houve recuo de 30,5%. As vendas para o exterior somaram US$ 93.7 bilhões e as importações chegaram a US$ 74.7 bilhões.
Melhora global
A melhora na economia dos principais parceiros comerciais do Brasil ajudou a recuperar as exportações para essas regiões no segundo trimestre do ano. Nesse período, as vendas para Estados Unidos, União Europeia, China e Argentina cresceram em comparação com o primeiro trimestre deste ano.
Sobre o segundo trimestre do ano passado, as vendas continuam em queda. Afinal, a demanda internacional ainda não se recuperou totalmente da redução acumulada desde o auge da crise.
Ao contrário, a retomada ainda é incipiente. Em alguns países, o PIB (Produto Interno Bruto) do 2° trimestre ainda foi negativo, mas teve retração menor que nos primeiros três meses deste ano.
O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Welber Barral, afirma que, como a crise atingiu em cheio os fluxos mundiais de comércio, a recuperação ensaiada pelos principais parceiros do Brasil tem relação direta com as vendas externas do país, mas ainda é cedo para medir o tamanho desse impacto. “O resultado é positivo, mas ainda é muito incipiente”.
As vendas para os Estados Unidos, que perderam para a China o posto de principal parceiro comercial do Brasil, cresceram 3,8% no segundo trimestre em comparação com os três primeiros meses deste ano. Entre os meses de abril e junho, o PIB da maior economia global teve retração de 1% (na taxa anualizada), depois de se contrair em 6,4% no primeiro trimestre.







