O mês de dezembro é marcado pela procura por fogos de artifício. Depois do período junino, data de maior aquecimento para o setor, o uso dos artefatos durante o fim do ano é uma tradição. As vendas dos produtos nessa época do ano chegam a ser 100% em relação aos outros meses do ano.
De acordo com Emivaldo Vieira, empresário de uma loja de fogos de artifício, a expectativa do mercado está acima do esperado. “A nossa expectativa, esse ano está muito boa, o comércio de fogos em anos ímpares como é o caso de 2023, geralmente não é tão procurado, pois os grandes eventos como Copa do Mundo, olimpíadas, eleições, sempre acontecem nos anos pares, mas nos surpreendemos este ano. Está sendo um ano excelente”, afirmou.
Em comparação ao mesmo período do ano passado, a projeção das vendas é 20% superior que em 2022. “Ano passado ainda vivíamos o fantasma da pandemia, hoje a população já está mais liberta desse temor, com isso acreditamos que haverá mais reuniões familiares e sociais”, estimou o empresário.
Entre os itens mais vendidos estão os produtos infantis, classificados como “A” no grau de explosão. São os estalos de salão, por exemplo, com média de preço R$ 2 a caixinha com 20 unidades. Na linha juvenil estão as candelinhas romanas de múltiplos disparos, no valor de R$ 30 a dúzia. Já na linha adulto são os fogos de cores, com valores que variam entre R$ 50 a caixa com 6 unidades, e os kits pirotécnicos montados que variam de R$ 200 a R$ 4,5 mil.
Os fogos infantis são os únicos que podem ser vendidos para menores de 18 anos. Mesmo assim, Monçalves destaca a importância da supervisão de adultos na hora de estourá-los.
Para quem quer festejar, opções não faltam. São vários tipos divididos por classe. Traques (os famosos estalinhos), estrelinhas, candelas e abelhinhas, indicados para as crianças fazem parte da classe A e B, os que apresentam maior procura. “Hoje trabalhamos também com entrega via aplicativo. Na loja temos uma grande variedade de produtos, só na linha juvenil, classe B temos mais de 30 tipos de fogos, classe C, somente para os adultos. Só não vendemos na loja os fogos de classe D controlados porque esses só podem ser manuseados por profissionais”, explicou Emivaldo.
Para o proprietário de uma loja de artefatos, Marcos Siqueira, são duas ocasiões em que a demanda e as vendas são significativas, durante a temporada junina, Natal e Réveillon. “Há um aumento 100% maior que nos outros meses. Eu espero que pelo menos se iguale ao ano passado porque embora tenha movimentação neste período, a gente entende que as coisas não estão fáceis e muita gente está cortando gastos. A nossa espera é vender bastante, porém vamos ter uma base de números após o Natal”, disse.
Vale lembrar que a venda de fogos para crianças é proibida. É necessário ter cuidado na hora de usar os artefatos juninos. A Assobrapi (Associação Brasileira de Pirotecnia), lançou uma cartilha de segurança alertando sobre todos esses cuidados. E ainda ressalta que as pessoas procurem por lojas legalizadas para adquirir os produtos.
Para embelezar a ‘Noite da Virada’, a microempresária Eliete Muniz, lembra que o uso dos fogos já é tradição consagrada na família. Segundo ela, a compra dos itens foi antecipada. “Compramos no mês passado para garantir a tradição de todos os anos e não deixar para última hora. Este ano optamos por foguetes de preços menores, mas em maior quantidade”.
Orientações
Com a chegada do período de festejos de fim de ano, o CBMAM (Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas) orienta a população quanto aos cuidados que devem ser adotados durante a compra e manuseio de fogos de artifício. Medidas como adquirir o produto em lojas licenciadas para venda deste segmento e seguir as instruções de manuseio podem evitar ocorrências de acidente.
De acordo com o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Orleilso Muniz, é imprescindível realizar a compra dos fogos de artifício em lojas licenciadas para vender produtos deste segmento. Além disso, ele também pontua alguns dos cuidados que devem ser seguidos na hora de manusear os fogos.
“Destacamos cuidados como, por exemplo, não manusear fogos de artifício em ambientes fechados, próximo de crianças, idosos e fumantes. Nunca soltar fogos dentro de canos, caixas e recipientes de vidro e nem próximo de fiação elétrica, evitando assim a possibilidade de incêndio e acidente”, pontuou coronel Muniz.
Para realização de shows pirotécnicos, deve ser contratada uma empresa com profissionais especializados e habilitados para fazer a manipulação do produto de forma prudente e controlada.
Fiscalização
Ao longo de todo o ano, a corporação atua por meio da DAT (Diretoria de Atividades Técnica) em análise de processos para emissão do AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros), de estabelecimentos que fazem a solicitação junto ao CBMAM para atuar na venda de fogos. E as operações de fiscalização dos estabelecimentos que vendem estes produtos são conduzidas pela CIF (Central Integrada de Fiscalização), que é composta por órgãos do sistema de Segurança Pública do Estado.







