Por Pricila de Assis
O general de exército Ricardo Augusto Ferreira Costa Neves, apresentou nesta quinta-feira (11), um balanço de todas as ações realizadas pelo Comando Militar da Amazônia (CMA). Um dos principais destaques apontados pelo comandante é a presença das guarnições militares nas áreas ambientais resultando R$ 682 milhões de apreensões entre maquinários, aeronaves e veículos, que seriam usados para garimpo e desmatamento ilegal.
O oficial ressaltou a importância da participação de órgãos públicos como a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Polícia Federal (PF) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). “A cooperação desses órgãos foi um verdadeiro trabalho em equipe, para que houvesse agilidade nas apreensões de tudo que iria afetar na Amazônia. O nosso dever como exército é também proteger os povos originários e ribeirinhos, que vivem e dependem dos recursos naturais”, disse.
A operação Yanomami é um dos fortes exemplos de resultados contra garimpo ilegal na terra indígena, alcançando uma redução de 80% da presença de garimpeiros e 90% dos voos ilícitos. Durante a ação foram 165 pessoas presas entre janeiro e dezembro do ano passado.
Balanço das ações
Entre os projetos que o comandante do CMA mencionou que fez a diferença não apenas na humanização, mas na execução das estratégias de logística do exército, para chegar nas comunidades restritas no Amazonas. A participação do Governo do Estado foi fundamental para entregar as cestas básicas, especialmente, no período da estiagem que foi difícil na vida dos ribeirinhos.
Outra parceria, por meio do Governo do Amazonas, é o trabalho do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam), que qualificou 1.358 militares temporários. A iniciativa do projeto ‘Soldado Cidadão’ é poder inserir o militar na vida civil preparado em alguma profissão ou melhorar o seu currículo para sentir-se seguro na busca de novas oportunidades no mercado de trabalho.
Um dos projetos sociais que o general Costa Neves apontou foi ‘Força no Esporte’ (Profesp), que chegou a beneficiar 762 jovens em 15 cidades da Amazônia. “Esse trabalho demonstra o compromisso contínuo com a formação e o desenvolvimento de cada pessoa que mora no Amazonas. Gerar oportunidade de crescimento é um dever que todas as instituições deveriam ter, para que o povo seja sempre independente e sonhe com dias melhores”, enfatiza.
O CMA informou que cerca de R$492 milhões de reais em investimentos em 62 obras de cooperação e militares. O interesse deste investimento da força é melhorar a infraestrutura e integração regional, bem como fomentar a economia da Amazônia Ocidental.
Expectativas
O general do exército, comandante Costa Neves, tem como meta que o ano de 2024 continue realizando trabalhos maiores e, que o Comando Militar da Amazônia (CMA), esteja sempre presente nas fronteiras, na proteção tanto das pessoas como do meio ambiente. “As nossas metas sempre são desafiadoras, certamente nos tiram da zona conforto, fazendo-nos ser cada vez mais eficientes e fazer a melhor gestão dos recursos que a Nação disponibiliza, rendendo cada real, ou seja aplicando com responsabilidade e prioridade na proteção das nossas fronteiras, meio ambiente e amazônidas”, finaliza
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