Compromisso com a universalização da banda larga é a causa que deve unir o setor

Em: 15 de outubro de 2009
A união das forças do setor de telecomunicações móveis trará condições para vencer um dos principais desafios do país: a universalização ao acesso às redes de dados em alta velocidade
A união das forças do setor de telecomunicações móveis trará condições para vencer um dos principais desafios do país: a universalização ao acesso às redes de dados em alta velocidade

A união das forças do setor de telecomunicações móveis trará condições para vencer um dos principais desafios do país: a universalização ao acesso às redes de dados em alta velocidade. Esse é a crença do presidente da Vivo, Roberto Lima, apresentada durante a 11ª edição do Futurecom 2009, em São Paulo (SP). Para ele, através da parceria entre os players do mercado e a administração pública será possível encontrar soluções que acelerem o desenvolvimento da banda larga no Brasil e a inclusão digital.
O setor de telefonia móvel atingiu mais de 160 milhões de acessos em julho de 2009. Parte desse sucesso se deve ao regime de concorrência estabelecido no mercado após a privatização. Segundo Lima, a Vivo já acumula experiências de compartilhamento de infraestruturas e é parceira de outros players na construção de um backbone IP em fibra ótica no Sul do Brasil, ampliando a capacidade de transmissão de dados dos Estados de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. São 4,5 mil quilômetros de fibra ótica, com entrega prevista para janeiro de 2010. Cada uma das operadoras ficou responsável por instalar um trecho da rede. Esse projeto é um modelo para expansão futura do backbone em outras regiões do país. Uma ação semelhante também está em andamento com outro player no Nordeste. Somente a Vivo prevê 12 mil quilômetros adicionais de sua rede.
O presidente da Vivo apresentou também a iniciativa conjunta da Vivo e da Ericsson, em parceria com outras organizações, de aumentar a conectividade nas comunidades atendidas pelo Projeto Saúde & Alegria, nos municípios paraenses de Belterra, Aveiro e Santarém. Os resultados apresentados pela ONG já são expressivos e a expectativa é que, com a instalação de uma antena na região, poderão ser amplificados.
O executivo afirmou que as experiências hoje transmitidas por iniciativas educacionais do Projeto Saúde & Alegria, como o barco Abaré, o circo Mocorongo ou a Rede Mocoronga, podem ser intensificados com a conexão móvel e seus inúmeros aplicativos. “Conectar ainda mais comunidades entre elas, conectá-las ao mundo e o mundo a elas, permitindo interação com agilidade, simplicidade e mobilidade, pode ser um propósito comum do nosso setor”, afirmou. “E esse propósito não pode ser outro que não o de cobrir todo o Brasil e todos os brasileiros com o que há de melhor em conexão”, destacou.
A partir do exemplo do Projeto Saúde & Alegria, Roberto Lima conclamou a união do setor: “Com nosso trabalho podemos conectar essas comunidades com o mundo e levar-lhes mais alguma coisa. Mas, sobretudo, aprender com eles novas formas de vida adaptada ao seu ambiente e respeitando-o assim como as suas tradições”, finalizou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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