EUA vão começar a retirar programas de ajuda, diz Tesouro

Em: 22 de outubro de 2009
O governo de Barack Obama vai fechar alguns programas que fazem parte do plano de ajuda de US$ 700 bilhões nos Estados Unidos – o Tarp,mas continua focado em apoiar a recuperação da economia,afirmou o secretário do Tesouro norte-americano,Timothy Geithner
O governo de Barack Obama vai fechar alguns programas que fazem parte do plano de ajuda de US$ 700 bilhões nos Estados Unidos - o Tarp,mas continua focado em apoiar a recuperação da economia,afirmou o secretário do Tesouro norte-americano,Timothy Geithner

O governo de Barack Obama vai fechar alguns programas que fazem parte do plano de ajuda de US$ 700 bilhões nos Estados Unidos – o Tarp -, mas continua focado em apoiar a recuperação da economia, afirmou o secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner.
“Estamos agora em um ponto em que podemos começar a fechar os programas que realmente definiram o Tarp em seus estágios iniciais”, disse em entrevista à Reuters.

Programas específicos

No lugar disso, o governo vai se concentrar em “programas mais específicos, direcionados às principais áreas em que ainda há fraqueza no acesso ao crédito”, ele afirmou, citando especificamente o setor imobiliário e as pequenas empresas.
Enquanto alguns programas terminarão, Geithner afirmou que o governo ainda não tomou uma decisão formal sobre estender ou não a duração do Tarp, cujo prazo é até o fim deste ano.
Um oficial do Tesouro afirmou que três programas serão encerrados até o final do ano: o Capital Purchase Program, usado para injetar capital nos bancos, uma versão antiga dele, chamada de Capital Assistance Program, que nunca foi utilizada, e o Targeted Investment Program, que forneceu US$ 40 bilhões em capital adicional para ajudar o Citigroup e o Bank of America.
Ele afirmou também que o total dos fundos do plano de ajuda dedicado ao programa de empréstimos do Federal Reserve e a um programa de investimentos público-privado para os chamados “ativos tóxicos” seriam cortados em US$ 30 bilhões cada.
Geithner afirmou também que, enquanto muitas áreas da economia mostraram sinais de recuperação, ainda é cedo para voltar as atenções para o enorme deficit orçamentário do governo americano. Segundo ele, a administração Obama vai anunciar planos para lidar com o saldo negativo no plano de Orçamento, em fevereiro.
“Para que haja uma recuperação sustentável no longo prazo… as pessoas precisam estar confiantes de que nós reduziremos esses deficits ao longo do tempo, e isso é um equilíbrio difícil”, afirmou. “Neste momento, o nosso maior desafio ainda é assegurar essa retomada que está nascendo.”
O deficit orçamentário dos Estados Unidos atingiu o recorde de US$ 1,4 trilhão no ano fiscal encerrado em 30 de setembro. O número representa 10% do PIB (Produto Interno Bruto) do país e é o maior desde a Segunda Guerra Mundial.

Recuperação frágil

A economia dos Estados Unidos “passou pelo inferno” e, embora medidas rápidas tenham evitado o pior, é necessário mais trabalho para conter crises futuras, disse o chefe do Conselho de Consultores Econômicos da Casa Branca, Christina Romer, na terça-feira.
“No ano seguinte ao colapso do Lehman Brothers, a economia norte-americana e os trabalhadores norte-americanos passaram pelo inferno”, afirmou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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