Os participantes do mercado financeiro levaram alguns “sustos” no mês de outubro, que contribuíram para refrear a “queda livre” das taxas de câmbio nas últimas semanas, sendo a mais visível a taxação do capital estrangeiro, avaliam profissionais nas mesas de operações.
No mês, a taxa cambial acumula desvalorização de 0,85%, depois de ter variado entre R$ 1,69, na menor cotação do período, e R$ 1,78, no pico de outubro.
O mercado de câmbio trocou o dólar comercial por R$ 1,757 nas últimas operações registradas, em um acréscimo de 1,50% sobre a cotação final de ontem. Na praça paulista, o dólar turismo foi vendido por R$ 1,870, em alta de 2,18%.
“Muita gente no mercado esperava uma taxa de câmbio por volta dos R$ 1,60 no final do ano, e se assustou quando a cotação não caiu tão rápido assim. A gente deixou de ver projeções nesse nível. O mais provável agora parece ser uma variação entre R$ 1,70 e R$ 1,75”, comenta Luiz Fernando Moreira, da mesa de operações da corretora Dascam.
O profissional da Dascam aponta que o fator inicial de nervosismo veio com o novo IOF sobre capital estrangeiro, mas depois, alguns balanços de empresas com resultados insatisfatórios também contribuíram para puxar as taxas. “Hoje, nós também tivemos alguns indicadores ruins nos EUA, sobre consumo, além do leilão do Banco Central, o que ajudou nessa puxada dos preços”, acrescenta.
O BC entrou no mercado de câmbio às 12h33 (hora de Brasília) e aceitou ofertas por R$ 1,7420 (taxa de corte). A autoridade monetária não informa quanto de moeda é adquirido nessas operações, o que somente é informado uma vez por semana.
A oscilação das reservas internacionais sinaliza também o tamanho dessas dimensões: entre o final do mês passado e ontem (data do último disponível), as reservas do país passaram de US$ 224.213 bilhões para US$ 232.997 bilhões. No final de agosto, a cifra era de US$ 219.05 bilhões.
Dólar sobe 1,5% e fecha a R$ 1,757
Em: 3 de novembro de 2009
Os participantes do mercado financeiro levaram alguns “sustos” no mês de outubro, que contribuíram para refrear a “queda livre” das taxas de câmbio nas últimas semanas, sendo a mais visível a taxação do capital estrangeiro, avaliam profissionais nas mesas
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Veja também

Petrobras batiza primeiro navio a navegar com tripulação 100% feminina
19 de setembro de 2026


Apostas em bets avançam entre jovens e ampliam risco de dependência
19 de setembro de 2026

Durigan: depois da eleição, a questão da tarifa dos EUA tem de se resolver
19 de setembro de 2026

Flávio: Lula colocou tropa de choque para defender Alexandre de Moraes
19 de setembro de 2026


BNDES já recebeu R$ 8,2 bilhões em pedidos de crédito do Brasil Soberano em dois dias
19 de setembro de 2026

Missão comercial leva empresas brasileiras ao Paraguai e à Argentina
18 de setembro de 2026