Febraban finaliza mapeamento do setor

Em: 12 de novembro de 2009
A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) finalizou recentemente a “Pesquisa em Recursos Humanos, Melhores Práticas e Censo da Diversidade” no setor bancário, o mais detalhado mapeamento sobre diversidade já realizado num setor econômico no Brasil
A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) finalizou recentemente a “Pesquisa em Recursos Humanos, Melhores Práticas e Censo da Diversidade” no setor bancário, o mais detalhado mapeamento sobre diversidade já realizado num setor econômico no Brasil

A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) finalizou recentemente a “Pesquisa em Recursos Humanos, Melhores Práticas e Censo da Diversidade” no setor bancário, o mais detalhado mapeamento sobre diversidade já realizado num setor econômico no Brasil. O levantamento aborda aspectos como raça, escolaridade, idade e carreira. “O objetivo é utilizar os dados para sabermos qual o cenário real do setor e, a partir daí, implantar políticas que promovam a igualdade de oportunidades e a diversidade nas instituições financeiras”, afirmou o diretor de Relações Institucionais da Febraban, Mário Sérgio Vasconcelos.
Os bancos envolvidos no projeto empregam 408,9 mil dos 435 mil bancários no país. Desses, 204,1 mil (49,9%) responderam às perguntas do censo, que foram elaboradas pela Febraban com a cooperação de representantes da OIT (Organização Internacional do Trabalho), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), do Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas), do Ministério Público do Trabalho e da Contraf/CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro). A iniciativa contou com a assessoria do Ceert (Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades) e foi tema de várias Audiências Públicas na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.
“O censo permitirá aprimorar e acelerar um trabalho que já está em curso no setor, uma vez que a maioria dos bancos inclui critérios de diversidade no recrutamento e já registra impactos positivos no rendimento dos funcionários e na percepção dos clientes”, completou Vasconcelos. Alguns bancos também começam a incluir cláusulas de valorização da diversidade em contratos com seus fornecedores e parceiros.
Em razão do significativo número de bancários no país, que representam cerca de 1,5% da força de trabalho formal, e da capilaridade do setor bancário, as ações de diversidade dos bancos têm grande capacidade de influenciar a adoção de iniciativas similares nos demais setores da sociedade.
A “Pesquisa em Recursos Humanos, Melhores Práticas e Censo da Diversidade” faz parte de um grupo de ações da Febraban para promover a educação e a renda de pessoas oriundas de grupos sociais vulneráveis. Diversas ações afirmativas em curso estão voltadas à aceleração do ingresso dessas pessoas nos quadros dos bancos. Essas ações incluem também o “Programa Febraban de Capacitação Profissional e Inclusão de Pessoas com Deficiência do Setor Bancário” e o programa nacional “Jovem Aprendiz no Setor Bancário”.
O programa voltado a pessoas com deficiência iniciado em 2009 é um piloto e atende a 497 alunos bancários. Esses alunos foram contratados por oito bancos – BIC, Bradesco, Citi, Indusval, Itaú Unibanco, Safra, Grupo Santander Brasil e Votorantim -, com direito a salário proporcional ao piso da categoria e aos benefícios dados por essas instituições a seus funcionários. Todos passarão por um aprimoramento educacional e depois assumirão suas funções. Do total, 349 alunos terminam a fase de qualificação profissional e começaram a trabalhar nos bancos no dia 1º de setembro.
O programa “Jovem Aprendiz no Setor Bancário” é voltado a jovens de 14 a 24 anos de idade, que estejam cursando ou já concluíram o ensino fundamental e estejam matriculados em curso de aprendizagem. O programa é regido pela Lei da Aprendizagem, dura 2 anos e inclui aprendizagem teórica e prática. Depois disso, o aprendiz pode se tornar funcionário efetivo dos bancos. Um total de 6 mil jovens participou dos dois programas já implantados pelos bancos privados, nos períodos 2004/2006 e 2007/2009. Os bancos públicos desenvolveram programas específicos até 2008, também com milhares de jovens capacitados profissionalmente.
O Programa de Valorização da Diversidade transforma a cultura e o comportamento das organizações e das pessoas. É um processo de médio e longo prazos, cujos resultados deverão consolidar-se em até cinco anos.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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