Quem desejar conhecer um pouco do trabalho das mulheres da Associação Elas Empreendedoras, de Itapiranga, poderá visitar hoje, 31, das 9h às 13h, no Centro Cultural Povos da Amazônia, peças de artesanato e vestuário produzidas pelas 20 associadas da Elas Empreendedoras. A exposição marca o encerramento do projeto Costura com Cultura, que teve incentivos da Lei Rouanet, e promoveu quatro oficinas. A primeira delas, de corte e costura (profa. Kênia), iniciou em 11 de novembro passado; a segunda, de embalagens (caixas de papelão e sacolas – profa. Regina Marta) foi realizada junto com a de materiais recicláveis (profa. Ana Júlia), e começou em 2 de dezembro. As três tiveram a duração de duas semanas; a quarta foi de reaproveitamento de tecidos (confecção de suplás – profa. Débora) e aconteceu nos dias 21 e 22 de dezembro.
Costura com Cultura é um projeto que busca valorizar o empoderamento feminino a partir do empreendedorismo e da geração de trabalho e renda, com cursos de artesanato e corte e costura.
“Como contrapartida do projeto, tínhamos que levar o resultado das oficinas a duas outras cidades, além de Itapiranga. Nesta, expusemos no dia 20 de dezembro, então escolhemos Itacoatiara, onde estivemos no dia de ontem, 30, no Centro Cultural Velha Serpa, e hoje estamos aqui em Manaus, no Povos da Amazônia”, falou Marcileny Carvalho, presidente da Elas Empreendedoras.
“Da oficina de corte e costura participaram todas as 20 associadas da Elas Empreendedoras; nas de embalagem e materiais recicláveis, além das associadas, tivemos a participação de dez crianças com Síndrome de Down; já a de reaproveitamento de tecidos foi aberta a toda a comunidade e 300 pessoas estiveram presentes na oficina”, revelou.
Gama de serviços
“A Associação foi criada em 2021, logo após a pandemia, pois muitas pessoas, em Itapiranga, ficaram sem emprego, trabalho e renda. Foi uma forma de fazermos a economia voltar a girar na cidade”, explicou.
“Surgimos em função da chegada da empresa de energia Eneva à Itapiranga, naquele ano. Eles queriam fomentar a economia e empoderar principalmente as mulheres mais necessitadas, então, com o apoio deles, criamos a Associação. A Eneva trouxe instrutores para a cidade e estes começaram a promover cursos e oficinas. Desde então, agora com instrutoras da própria Associação, continuamos realizando cursos e oficinas de artesanato, biojóias, corte e costura e gastronomia”, disse.
“Atualmente a Elas Empreendedoras produz o fardamento da Eneva, o fardamento dos garis da prefeitura de Itapiranga e fornece merenda escolar para os alunos do EJA”, informou.
Em Manaus, às 10h de hoje, no Povos da Amazônia, Marcileny fará uma palestra sobre a cultura do Amazonas e o empreendedorismo desenvolvido na Elas Empreendedoras.
Apoio importante
Duas outras empresas apoiaram a Elas Empreendedoras no projeto Costura com Cultura: a MR2 e a Think Projetos. A primeira desenvolve uma gama de projetos por meio da música, da dança, do teatro, do circo, da mágica, da fotografia, do grafite e da ciência, com atuação nas leis ProAC, Pronac, Pronon, ICMs Rio Esporte e Cultura. A MR2 já desenvolveu mais de 60 projetos com patrocínio de várias empresas, entre elas, Carrefour, Harald, Hyundai, Lwart, Nike, Special Dog, Sicoob e Zilor. A segunda é uma consultoria especializada em orientar empresas sobre como utilizar as Leis de Incentivo Fiscal para deduzir impostos e patrocinar projetos culturais, esportivos e sociais a custo zero, através de cursos, oficinas e eventos revertendo parte dos impostos da empresa em ações positivas para a sociedade e a marca.
Ações da Eneva
E as ações da Eneva não param por aí. Atualmente a empresa está promovendo cursos gratuitos de qualificação profissional em hotelaria tanto em Itapiranga quanto em Silves, município também na sua área de atuação. Os cursos, realizados em parceria com o Cetam (Centro de Educação Tecnológica do Amazonas), somam 65 vagas e são voltados para moradores com ensino fundamental completo. A formação é para recepcionistas (30 vagas) e camareiros (35 vagas), visando fortalecer o setor de hospitalidade local e criar oportunidades de emprego. As aulas, realizadas das 18h às 22h, estão divididas em duas etapas e os participantes recebem material didático e alimentação.
“Com o crescimento das operações em Azulão, houve um aumento significativo no fluxo de pessoas nas cidades de Itapiranga e Silves. Essa formação é essencial para preparar profissionais e atender às demandas da região, gerando emprego e renda”, destacou Aurélio Amaral, diretor-executivo de relações externas e comunicação da Eneva.
“Essa qualificação representa uma oportunidade de transformação para jovens e adultos. Estamos orgulhosos de contribuir com o desenvolvimento econômico e social das comunidades locais, deixando um legado de capacitação profissional local”, completou Elizabeth Teles, gerente de responsabilidade social da Eneva.









